
Foto: Evaldo Williams / Cortesia |
| Artesanato |
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É praticamente impossível para o turista visitar Pernambuco
e, na volta para casa, não levar na bagagem pelo menos
uma peça mostrando o rico artesanato pernambucano. Vale
bordados (para cama, mesa, banho e vestuário), madeira,
barro; tudo feito à mão, num trabalho que exige esforço,
paciência. Uma tradição que passa de geração para geração.
Conheça os pólos do artesanato em Pernambuco.
RECIFE

Foto: Alexandre Gondim |
Casa da Cultura | A antiga casa de detenção,
restaurada em 1975, foi transformada em centro de cultura
regional. O museu do frevo, lojas de artesanato, lanchonete
e postos de informações turísticas estão instalados
nas antigas celas. A Casa da Cultura fica na Rua Floriano
Peixoto, s/n, Santo Antônio - fone: (81) 3224-2850.
Funciona de segunda a sábado, das 9h às 19h e aos domingos
das 10h às 15h. A entrada é gratuita.

Foto: Otávio de Souza |
Oficina de Cerâmica Brennand | Cerca de 1.500
peças do artista pernambucano Francisco Brennand ficam
em exposição permanente em meio a uma reserva de Mata
Atlântica, no bairro da Várzea. As peças mostram a diversidade
da expressão do ceramista. No local funciona ainda uma
fábrica que produz cerca de 20 mil metros quadrados
de cerâmica por mês. A cerâmica Brennand é considerada
uma das melhores do estado. A oficina fica no Engenho
São João, Várzea, fone: (81) 3271-2466. Aberta de segunda
a sexta, das 8h às 17h.
OLINDA
A cidade patrimônio da humanidade é um caso particular
das artes plásticas em Pernambuco. Concentra um grande
número de artistas e artesãos que trabalham, na maioria
das vezes, ao ar livre, nas estreitas ruas e ladeiras
do município. A produção cultural do local vai desde
a pintura à confecção dos tradicionais bonecos gigantes,
passando pela escultura, estamparias, máscaras de
Carnaval e xilogravuras. Os locais mais indicados
para um apanhado da produção de artesanato olindense
são o Mercado Eufrásio Brabosa, no Varadouro, e o
da Ribeira, na Cidade Alta. As lojinhas do Alto da
Sé também são boas opções. Olinda fica a 8 quilômetros
da capital pernambucana e faz parte da Região Metropolitana
do Recife.

Foto: Alexandre Gondim |
Mercado Eufrásio Barbosa | O mercado, que fica
bem na entrada da cidade, foi sede da antiga Casa da
Alfândega Real, onde eram vendidos os produtos vindos
da Europa. Naquela época, os finos tecidos europeus
eram pendurados em varas de madeira com pedaços de ouro
nas pontas. Daí o nome: varadouro. É comum ver grupos
folclóricos e maracatus se apresentando nas tardes de
domingo - uma bela demonstração da cultura pernambucana.
O mercado fica na Avenida Sigismundo Gonçalves, s/n,
Varadouro, Olinda, fone: (81) 3439-2911. Aberto de segunda
a sábado, das 9h às 17h30.

Foto: Bernardo Soares |
Mercado da Ribeira | Construção do século XVI.
Alguns livros contam que foi um antigo mercado dos escravos.
Atualmente, funcionam nele diversas lojas de artesanato,
oficinas de entalhadores, livraria e a oficina Guaianases
de gravura - que tem um rico acervo de pedras litográficas
e de rótulos impressos nesta técnica. Em frente ao mercado,
estão localizadas as ruínas do Antigo Senado, onde,
em 1710, Bernardo Vieira de Melo deu o "primeiro grito"
em favor da República no Brasil. O mercado fica na rua
Bernardo Vieira de Melo, s/n - Ribeira. Fone: (81) 3493-9708.
Funciona todos os dias das 9h às 18h30. Há lojas que
ficam abertas até às 21h.
CAMARAGIBE
Município da Região Metropolitana do Recife, se destaca
como pólo artesanal de tecelagem. Os tecelãos estão
reunidos em uma cooperativa.
TRACUNHAÉM
A cerâmica artesanal é o forte do município de Tracunhaém,
que fica a 72 quilômetros da capital pernambucana, no
Agreste do Estado. As peças são feitas com argila, facilmente
encontrada às margens do rio que leva o mesmo nome da
cidade. Da matéria-prima em estado bruto, surgem esculturas
que, em sua maioria, retratam imagens paradoxais: santos
católicos e cenas profanas. Também são confeccionados
cinzeiros, jarros e utensílios em geral. Praticamente
toda a produção é feita no Núcleo de Produção Artesanal.
O espaço reúne trabalhos de cerca de 50 artistas locais.
GRAVATÁ
O forte do artesanato de Gravatá, distante 85 quilômetros
do Recife, são os brinquedos educativos. Os artesãos
locais esculpem carros, mobília para bonecos, cavalos
e peões. São peças simples e bem acabadas que funcionam
na decoração e divertem as crianças. A produção moveleira
também merece destaque. O preço varia de acordo com
o tamanho. Os utilitários também aparecem em grande
variedade. Nas esculturas, o estilo palito é o que mais
tem sido trabalhado na cidade.
BEZERROS
O universo lúdico dos folguedos de carnaval e dos brinquedos
populares são as principais fontes de inspiração para
os artesãos de Bezerros, distante 107 quilômetros do
Recife, Agreste pernambucano. Lá, são confeccionadas
as máscaras em papel machê dos famosos papangus, fantasias
tradicionais da folia no município. Uma boa amostra
das coloridas fantasias e das máscaras, que também servem
como elementos de decoração, podem ser encontradas no
Centro Cultural Papangu.
CARUARU

Foto: Jaqueline Maia |
A 130 quilômetros do Recife, o município do Agreste
do Estado é considerado pela Unesco um dos maiores centros
de arte figurativa das Américas. Em toda a cidade é
possível encontrar peças do artesanato local, feito
em barro pelos seguidores do Mestre Vitalino, o artesão
Vitalino Pereira dos Santos, que esculpia cenas do dia-a-dia
do sertão pernambucano. O melhor do artesanato de Caruaru
pode ser encontrado no Alto do Moura, bairro onde o
Mestre viveu e deixou mais de três mil seguidores. É
lá onde fica o Museu Mestre Vitalino, uma casa de taipa
onde viveu o artesão. Outra opção é o Museu do Barro
e da Cerâmica, na Praça. Cel. José de Vasconcelos 100.

Foto: Heitor Cunha |
PASSIRA
A 100 quilômetros do Recife, a cidade no Agreste Meridional
de Pernambuco abriga nada menos que 5 mil bordadeiras,
entre seus cerca de 30 mil habitantes. As rendas e os
bordados do local tiveram, durante muito tempo, presença
garantida nos casamentos da aristocracia recifense.
A maioria das casas locais é também lojinha de venda
de bordados e rendas com detalhes coloridos. Em novembro,
a cidade promove uma grande feira que atrai compradores
e admiradores do artesanato de todo o país.
PETROLINA
Também conhecida como a cidade das carrancas. Essas
enigmáticas esculturas - compostas apenas de cabeça
e pescoço e que misturam feições humanas e animais -
eram utilizadas nas embarcações do rio São Francisco,
no final do século XIX, para adornar os barcos e afugentar
os maus espíritos. Embora as carrancas possam ser encontradas
em todas as lojas de artesanato da cidade, alguns escultores
são mais notórios - como Ana Leopoldina dos Santos,
a Ana das Carrancas, e Gabriel Pereira Filho, o Biu
Carranqueiro. Seus trabalhos podem ser encontrados em
seus ateliês, na BR 407 s/n, Cohab Massangano (ao lado
do pátio da feira) e na Rua Irmã Gerônima, nº 13, Centro,
respectivamente. Outra atração do artesanato de Petrolina
é o trabalho de Roque Gomes Rocha, o Roque Santeiro.
Ele trabalha há mais de 20 anos com madeira, esculpindo
em troncos de amburana anjos, santos e mulheres sensuais.
Seu ateliê fica na Rua Cícero Pombo nº 435, Centro.
Petrolina fica a 769 quilômetros do Recife, Sertão do
São Francisco. Mais informações: Oficina do Artesão
de Petrolina. Fone: (87) 3864-2069.
LAGOA
DO CARRO
A 61 quilômetros de Recife, na Zona da Mata Norte do
Estado, o município é famoso em todo o Brasil por sua
produção de tapetes. Inicialmente, os desenhos apenas
reproduziam os azulejos portugueses aplicados nas fachadas
e construções recifenses. Aos poucos, elementos da cultura
nordestina também foram ganhando espaço. A produção
de tapetes artesanais é a principal atividade de Lagoa
do Carro, a ponto dos novelos de lãs serem utilizados
até como moeda corrente. Os tapeceiros se reúnem em
cooperativas e associações e distribuem sua produção
para todo o Brasil.
SERTÂNIA
Os oratórios - utilitários domésticos feitos de talhas
de madeira - são o forte da produção artesanal de Sertânia,
a 316 quilômetros de distância da capital de Pernambuco,
no Sertão do Pajeú. O acesso é feito pelas BRs 110 e
232. Os artesãos do local são organizados em associações
e cooperativas. Informações: Socorro Carvalho (87) 3841-1505,
Carlos (87) 3841-2481.
ÁGUAS
BELAS
Esta cidade, a 314 quilômetros do Recife, é famosa
pela riqueza de seu artesanato indígena. No local,
está a tribo Fulni-ô, uma das maiores do Estado. O
acesso é feito pela BR-232 até Garanhuns e pela BR-423
até Águas Belas.
IBIMIRIM
Em Ibimirim, o forte são os santos, em diversos estilos
e tamanhos. As imagens são feitas em barro e madeira.
A cidade fica a 312 quilômetros da capital pernambucana.
CACHOEIRINHA
A 171 quilômetros de Recife, município é famoso por
seu artesanato feito de couro e aço. A cidade é um dos
pólos pernambucanos em artefatos feitos com essas matérias-primas.
Os artistas estão reunidos em uma cooperativa.