| Pernambuco inicia neste sábado
a campanha de vacinação anti-rábica
para cães e gatos. A campanha segue até
o dia 10 de junho em 75 municípios – os que
apresentaram casos de raiva no ano passado e cidades vizinhas
– e a expectativa da Secretaria Estadual de Saúde
é de que pelo menos 80% dos animais sejam vacinados.
Esta é a primeira etapa da campanha anual de imunização
de cães e gatos. Serão colocados 4.082 postos
fixos e, aproximadamente, 898.158 doses da vacina.
No Recife, a primeira etapa da Campanha não
será realizada neste sábado. Na capital,
a imunização foi adiada para o próximo
dia sete de junho, quando a Secretaria Municipal de
Saúde pretende vacinar 185 mil cães e
gatos. A raiva é uma doença viral e leva
à morte tanto o homem quanto os animais. Depois
que os primeiros sintomas se manifestam, não
há mais possibilidade de cura.
No ano passado foram notificados dois casos de raiva
felina e 16 de canina em Pernambuco. Em 2008, até
agora, houve cinco casos de raiva canina, sendo um no
Sertão e quatro deles no Grande Recife. Após
o caso registrado no Sertão, a Secretaria Estadual
da Saúde fez um bloqueio vacinal na região,
que, por conta disso, não vai precisar receber
esta primeira etapa da campanha anti-rábica.
O município de Olinda abre a campanha na Região
Metropolitana do Recife, em Peixinhos. Cerca de 61 mil
doses estarão disponíveis nos 165 postos
de atendimento espalhados pelo município, que
funcionarão das 08h às 17h em unidades
municipais de saúde, associações
de moradores, igrejas e mercados públicos. A
relação completa dos locais de vacinação
pode ser consultada no portal da Prefeitura de Olinda
www.olinda.pe.gov.br. O último caso de raiva
canina registrado em Olinda ocorreu em abril de 2005.
No Cabo de Santo Agostinho um total de 60 postos de
vacinação estarão à disposição
dos criadores de cães e gatos em locais de maior
fluxo de pessoas das 8h às 17h. Em todo o Brasil
as campanhas de vacinação anti-rábica
são realizadas duas vezes ao ano. A Secretaria
Estadual de Saúde recomenda que o animal seja
levado até o posto de vacinação
por um adulto, para facilitar a imobilização
durante a aplicação da vacina. O animal
também deve estar com coleira e guia.
A raiva é uma doença viral, infecciosa
aguda, que ataca o sistema nervoso, causando a morte
tanto do homem como dos outros animais. Ela é
transmitida por mamíferos. O vírus existente
na saliva do animal doente se transmite de um animal
para outro ou de um animal para o homem pela mordida,
lambedura de ferimentos, de mucosas e de arranhões.
Os principais transmissores da raiva humana em áreas
urbanas são os cães e os gatos. Em áreas
rurais é o morcego, raposa, sagüi e outros.
O maior transmissor do vírus da raiva é
o cão, principalmente nas cidades onde existem
muitos cães que não foram vacinados ou
vivem soltos pelas ruas
Quando a pessoa é atacada por um cão
ou gato deve tomar providências imediatas, tais
como: Lavar o local (mordedura ou lambedura) com água
e sabão. Esses cuidados são muito importantes
para eliminar o vírus da raiva ainda no ferimento,
evitando a sua penetração no organismo;
procurar imediatamente o serviço de saúde
para receber orientação e, se for o caso,
iniciar o tratamento feito com vacinas e, se necessário,
soros; no caso de necessitar de tratamento a pessoa
não pode interrompê-lo por conta própria,
sob o risco de contrair a doença por falta do
número de doses que dão a proteção
completa.
Cuidados - A vacina não tem contra-indicação
e pode ser aplicada em cães e gatos a partir
do 15º dia de vida. Até mesmo as fêmeas
gestantes podem ser imunizadas. Os donos, porém,
devem ficar atentos ao comportamento do animal, pois
ele pode ter uma reação pós-vacinal.
Os sintomas são febre, sonolência, vômito
e diarréia e costumam não ter conseqüências
mais graves.
"Nenhuma vacina faz mal à saúde do
animal. Em qualquer idade um cão pode ter alguma
reação alérgica à vacina,
como também pode ter a um tipo de comida ou a
um remédio. Geralmente essas reações
deixam os animais sonolentos, tristes, sem querer comer
e podem ainda ter febre leve. Se o animal apresentar
outros sintomas ou se esses sintomas se prolongarem
por mais que algumas horas, o dono deve imediatamente
levar o animal para uma emergência veterinária.
Nenhuma reação deve ser encarada como
algo comum", diz professora de clínica em
pequenos animais da Universidade Federal Rural de Pernambuco
(UFRPE), Evilda Rodrigues.
Mitos e verdades sobre vacinação
Pergunta: É verdade que cães
com menos de quatro meses não suportam a vacina
anti-rábica e podem passar mal por conta dela?
Resposta: Não. As vacinas não provocam
nenhum mal em animais de qualquer idade. O que pode
acontecer é o cachorro ter uma reação
alérgica à vacina, assim como pode acontecer
com um alimento ou um remédio. É recomendado
que os cachorros recebam a vacina aos quatro meses porque
até essa idade eles estão imunizados pelos
anticorpos passados pela mãe. Mas, se ele for
vacinado antes, não há nenhum problema
para a saúde do animal. O que pode acontecer
é que ele, como já tem anticorpos suficientes,
não seja capaz de fabricar mais defesas. Nesse
caso, ele deve tomar a vacina novamente, antes do período
de um ano.
Pergunta: Há problema se a vacina anti-rábica
for aplicada na perna do animal?
Resposta: As vacinas para animais de estimação
são todas de aplicação subcutânea.
Ou seja, são aplicadas debaixo da pele do animal
e podem ser aplicadas em qualquer lugar do corpo, sem
prejuízo para a eficácia do produto. O
único problema que a aplicação
na perna pode causar é um desconforto no animal,
uma vez que o local da injeção pode ficar
dolorido ao andar.
Pergunta: Meu cachorro recebeu a vacina múltipla
há poucos dias. Faz mal ele tomar a vacina anti-rábica?
Resposta. Não. A vacina demora cerca de 21 dias
para oferecer a imunização necessária
contra as doenças, porque esse é o tempo
que o organismo do animal demora para produzir anticorpos.
Se o animal recebe duas vacinas nesse período
de tempo, ele pode demorar mais para ficar imunizado,
mas isso não significa que ele possa ter uma
reação a vacina por conta disso.
Pergunta: Meu cachorro está doente. Posso
vaciná-lo?
Resposta: É recomendado que os animais só
sejam vacinados em perfeito estado de saúde,
para que o organismo seja capaz de produzir anticorpos
e a vacina possa ter eficácia na imunização
do animal. Como as verminoses são as doenças
mais comuns em filhotes de animais de estimação,
o dono deve vermifugar cães e gatos aos 15 dias
de vida, e reforçar a vermifugação
aos 30 dias. A primeira vacina deve ser dada aos 45
dias de vida.
Pergunta: Vacina importada é melhor do
que a nacional?
Resposta: Não. Se a vacina tem o selo da fiscalização
e é de um laboratório confiável,
não há diferença na segurança
e eficácia das vacinas.
Fonte: professoras Evilda Rodrigues e Néria
Marcos dos Santos, da UFRPE; médica veterinária
Maria Cecília
Serviço
Campanha Anti-rábica
Período: 10 de maio a 10 de junho
Horário: 8h às 17h
LEIA MAIS SOBRE VACINAS
As vacinas são a maneira mais prática e
econômica de proteger os animais. Elas são
produzidas com produtos biológicos que, quando
absorvidos pelo organismo animal ou humano, provocam uma
reação que resulta na produção
de anticorpos contra determinada doença.
Cada tipo de vacina tem características próprias.
Por exemplo: como deve ser aplicada no animal, quando
deve ser utilizada, como deve ser conservada e qual o
seu tempo de validade. Todas as recomendações
da vacina devem ser seguidas à risca.
A imunidade oferecida pelas vacinas não entra em
ação logo após a vacinação.
O tempo para a imunização varia de acordo
com cada vacina, mas os veterinários recomendam
que o animal não se exponha nos primeiros 21 dias
depois de vacinado. Durante este período o animal
poderá adoecer.
A escolha da vacina é outro fato que não
deve ser esquecido pelos donos de cães e gatos.
O laboratório que produz a vacina deve ser confiável
e fiscalizado pelos órgãos competentes.
Geralmente as vacinas importadas são as mais indicadas,
já que passam por uma fiscalização
mais rigorosa.
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Calendário
de vacinação
CÃES
1ª dose:
De 45 a 60 dias de vida: cinomose, parvovirose,
coronavirose 2ª dose:
De 75 a 90 dias de vida: cinomose, parvovirose,
coronavirose, tétano 3ª
dose:
De 105 a 120 dias de vida: óctupla
(V8), tétano 4ª dose:
De 135 a 150 dias de vida: óctupla
(V8), tétano Raiva:
A partir dos quatro meses Reforço
anual: Óctupla (V8) e
raiva |
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GATOS
1ª dose:
Aos 60 dias de vida: vacina múltipla
(quádrupla ou quíntupla)
2ª dose:
Aos 90 dias de vida: segunda dose vacina múltipla
Raiva:
A partir dos quatro meses Reforço
anual:
Vacina múltipla e raiva |
Precauções
. Antes da vacinação, os filhotes
devem ser vermifugados aos 15 dias de vida, e receber
o reforço aos 30 dias;
. O animal só deve ser vacinado em bom estado
de saúde;
. Os filhotes de cães não devem ser
vacinados com menos de 45 dias de idade;
. O intervalo entre as vacinas pode ser de, no mínimo,
21 dias;
. A vacinação funciona melhor quando
dada em um animal saudável;
. Os animais não devem ser vacinados após
longas caminhadas, pois o cansaço é
um fator de estresse. |
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Doenças que são
prevenidas
Cinomose: É uma virose altamente
contagiosa que afeta cães de todas as idades. A
taxa de mortalidade da doença também é
alta e, nos casos avançados da doença, os
veterinários chegam a recomendar a eutanásia,
já que a doença deixa conseqüências
neurológicas graves. Sintomas: febre, apatia, perda
de peso, pneumonia, alteração de comportamento,
convulsões, entre outros.
Coronavirose: Doença causada por
um vírus, a coronavirose provoca vômitos
e diarréia aguda. A taxa de mortalidade é
relativamente mais baixa. Sintomas: alguns animais não
chegam a apresentar nenhum sintoma, os mais freqüentes,
no entanto, são diarréia, vômito e
mal estar.
Hepatite: A doença é causada
pelo vírus canino tipo 1, transmitido através
de contato com o ambiente ou através de contato
com animais contaminados. Há também casos
de infecção superaguda, na qual os animais
infectados morrem horas após apresentarem os primeiros
sintomas. Sintomas: febre, dor abdominal, vômitos
e diarréia, entre outros.
Adenovirose: Há dois tipos da
doença. O tipo 1 provoca hepatite infecciosa e
pode levar à morte. O tipo 2 provoca infecção
respiratória e é um dos agentes causadores
da tosse do cão.
Parainfluenza: É uma doença
causado pela combinação do vírus
da parainfluenza, o adenovírus e a bactéria
bordetella bronchiseptica .A doença, também
conhecida como tosse de cão, afeta o aparelho respiratório,
provocando febre, rinite, tosse e conjuntivite.
Leptospirose: Doença comum a homens
e animais, a transmissão ocorre após o contato
com a urina de roedores infectados com a bactéria
leptospira. Sintomas: febre, depressão, perda de
peso, vômitos, dores musculares, problemas renais
e hepáticos e icterícia, caracterizada pela
cor amarelada da pele.
Parvovirose: Virose altamente contagiosa
que afeta cães de todas as idades, atingindo com
mais freqüência cães de até seis
meses. A doença causa enterite, que é uma
inflamação intestinal. Sintomas: febre,
diarréia com sangue, depressão e perda de
apetite.
Tétano: O tétano pode ser
transmitido através de mordida de animais infectados
e cortes por objetos infectados. A doença causa
espasmos musculares e paralisia. É recomendado
que os animais repitam a vacina antes de cirurgias.
Raiva: A raiva é a doença
mais perigosa que atinge cães e gatos. Além
de não ter cura, ela pode ser passada aos seres
humanos. A vacina anual é a única forma
de manter o seu bicho de estimação longe
da doença. A raiva é transmitida através
da saliva dos cães infectados. Dez dias antes de
apresentar os primeiros sintomas da doença, o vírus
da raiva já pode ser transmitido. Em 90% dos casos,
a raiva é transmitida por meio de mordida de cachorros
e em 5% por arranhões ou mordidas de gatos. Os
5% restantes são transmitidos por morcegos, lobos,
chacais e outros animais.
É necessário ter cuidado até mesmo
com os cães que estão com a vacina em dia.
Caso um cão vacinado seja atacado por outro cão
infectado, ele poderá eliminar o vírus através
da saliva, durante o segundo e o 16º dia após
a mordida. Por isso, se a pessoa for mordida por qualquer
cão, inclusive os vacinados, deve procurar um posto
médico. O cão vacinado que for mordido,
porém, não sofre nada, porque está
imunizado.
Os cães podem apresentar duas formas da raiva:
a raiva furiosa e raiva paralítica. No primeiro
tipo o animal altera completamente os seus hábitos.
Na fase inicial da doença, o cachorro procura se
esconder em lugares escuros, demonstra intranqüilidade,
procura água com freqüência, mas dificilmente
consegue beber. Também apresenta salivação
excessiva e recusa alimentos. Essa fase geralmente dura
cerca de três dias.
Na segunda fase da raiva furiosa, os primeiros sintomas
aumentam de intensidade. Os cães mordem qualquer
objeto disponível e ficam desorientados. Quando
conseguem fugir de casa, atacam outros cães e gatos.
Depois dessa fase, o cão começa a apresentar
paralisias de laringe e faringe, aumentando a salivação.
Na terceira e última fase o cão desenvolve
outras paralisias, como do maxilar inferior, o que impossibilita
que ele feche a boca, e do tronco, fazendo com que o animal
fique apenas deitado. Nesta fase, que dura cerca de dois
dias, o cão também pode apresentar convulsões.
O animal morre devido à paralisia dos músculos
respiratórios.
Ao contrário da raiva furiosa, com raiva paralítica
o cão não apresenta irritação,
mas apresenta estado letárgico (sonolento). Geralmente
ele não morde. Os primeiros sintomas são
parecidos com a primeira fase da raiva furiosa: ele tem
medo da luz, procura se esconder em lugares escuros e
fica intranqüilo. Depois, surgem as paralisias do
maxilar inferior, deixando o cão sempre de boca
aberta, e das patas dianteiras. O animal morre em menos
de três dias. |