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Academia Santa Gertrudes, em Olinda, aproveita o São João para realçar seus projetos e o espírito de participação
Os alunos e alunas da Educação Infantil ao Ensino Médio da Academia Santa Gertrudes, em Olinda, fizeram um São João diferente este ano. Eles foram à escola com o objetivo de forrozar, na última sexta-feira, mas ainda se divertiram graças a uma gincana elaborada pelo departamento de esportes da escola.
Isso, claro, além de muito forró, arrasta-pé, quadrilha, teatro e muita descontração. Uma difícil tarefa coube aos jurados: fazer um juízo valorativo das apresentações. Os alunos se prepararam muito bem, sabendo que o importante era participar, e não ganhar. A festa contou com os tradicionais rei e rainha do milho que, sob aplausos, receberam a capa real, a faixa condecorativa, a coroa e o cetro. Por volta das 18h, os alunos do Ensino Fundamental, de 1ª à 4ª série, celebraram as festas juninas, dando ênfase ao projeto pedagógico "Ampliar a relação leitura e vida". Neste seintido, as músicas destacavam a importância do alfabetizar e letrar, como por exemplo o forró "#lá no meu sertão o caboclo lê, tem que aprender o ABC..."
As crianças, vestidas com trajes típicos, vivenciavam o projeto com muito interesse e participação. Já os pequeninos, da Educação Infantil, fizeram uma apresentação embalados pelo tema da preservação ambiental. As crianças da 5ª à 8ª série dançaram quadrilha sob a orientação da coordenadora Maria do Carmo Holanda.
Com gosto de despedida, estudantes do 3º ano não deixaram de apresentar também uma quadrilha com direito a casamento matuto e muita descontração. O grupo de dança Origens, da Academia Santa Gertrudes, também mostrou que coreografia afiada no pé. Na semana do meio ambiente, já está na hora de mudar os hábitos em prol do
meio ambiente
Já parou alguma vez para pensar na quantidade de natureza necessária para
manter seu estilo de vida? No dia 6 de outubro de 2007, faltando três meses
para a virada do ano, a humanidade já havia consumido todos os recursos
naturais que o mundo seria capaz de repor naquele ano. Essa diferença entre o
que o planeta consegue regenerar e o consumo humano provoca um saldo
ecológico negativo que vem se acumulando com o passar dos anos, desde a
década de 80. Nesta quinta-feira, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente
e da Ecologia. Então, se ainda está parado, é uma boa hora para começar a
fazer algo em prol da natureza.
Para os ambientalistas, a situação é grave, mas pode ser amenizada com
pequenas ações. Para começar, é bom estar ligado nos "três erres": reduzir,
reutilizar e reciclar. São gestos que podem ser aplicados no dia-a-dia de sua
própria casa ou mesmo na escola. Os ambientes de ensino, inclusive, têm dado
bons exemplos de cidadania quando tratam de um assunto sério: o lixo.
A estudante do colégio Apoio Germana Dantas, 13 anos, conta que a escola
sempre incentivou esse instinto de preservação ambiental. Ela comenta a
improtância do projeto de reciclagem que conta com participação de todos os
alunos e da comunidade dos arredores, onde é feita uma coleta seletiva de
lixo e o reaproveitamento de toda a sucata. Já na entrada da instituição, há
cestos de coletas de materiais diferenciados, como armações de óculos, pilhas
e baterias de celular. "Levo esses ensinamentos para a minha casa, onde reaproveitamos todo o lixo orgânico para transformar em adubo que será
utilizado na fazenda da minha família", diz.
Seu colega de classe Ricardo Dantas, 13 anos, acredita que o pouco que cada
um fizer em benefício do planeta pode causar mudanças. "Não adianta
esperarmos o governo fazer algo. No final, se a população não agir, as coisas
só vão piorar. Para isso, nós, jovens, deveremos ser agentes multiplicadores
e mostramos que também podemos dar o bom exemplo". Ricardo ainda destaca a
coleta de óleo de cozinha usado desenvolvida pelo Apoio, que tem rendido bons
frutos. Para se ter idéia, um litro de óleo é capaz de contaminar cerca de 1
milhão de litros de água. Agora, ao invés de ser jogado no ralo ou no lixo
comum, o óleo de frituras vira matéria-prima para a produção de vela e sabão.
Diogo Carvalho
Editor Fanzine/Diario de Pernambuco
(81) 2122-7559
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