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OUTROS ESTÁDIOS


Arruda



Nome oficial: Estádio José do Rêgo Maciel
Capacidade: 60.000 lugares
Recorde de público: 96.990 (Brasil 6 x 0 Bolívia, em 29 de agosto de 1993)
Localização: Arruda, Recife
Lançamento:1965
Inauguração: 04/06/1972
Última ampliação: 1982
Próxima ampliação: Arena Coral, orçada em R$ 190 milhões, aumentando a capacidade para 68.500 cadeiras
Proprietário: Santa Cruz

Um megaprojeto que saiu da maquete. O Arruda vinha sendo erguido aos poucos desde 1965, com sucessivas ampliações bancadas pela torcida. Em 1971, o então governador de Pernambuco, Eraldo Gueiros, liberou um empréstimo ao Tricolor de US$ 850 mil, através do Bandepe, junto ao grupo financeiro Campina Grande S/A, para a conclusão das obras. O craque Pelé assinou o documento como testemunha do financiamento. O objetivo era transformar o Recife em subsede da Copa da Independência (Minicopa) de 1972, que teve a participação de 20 seleções. Sport e Náutico também tentaram obter o investimento, mas uma comissão do governo apontou o Arruda como o projeto mais viável, uma vez que já estava em andamento. O Arruda recebeu sete jogos da competição, que marcou os 150 anos da independência do Brasil.

O estádio José do Rêgo Maciel começaria a ser ampliado novamente em 1980, quando a sua capacidade aumentou para 85 mil pessoas, após a construção do anel superior dois anos depois, dando origem ao apelido “Colosso do Arruda”. Visando o centenário do clube tricolor, em 2014, foi lançado em 2007 o audacioso projeto de modernização chamado “Arena Coral”, com o mesmo arquiteto do Arruda original, Reginaldo Esteves. Os tricolores tentaram, sem sucesso, emplacar o estádio no Mundial de 2014. Sem apoio político e financeiro, o projeto segue parado.

Ilha do Retiro



Nome oficial: Estádio Adelmar da Costa Carvalho
Capacidade: 35.000 lugares
Recorde de público: 56.875 (Sport 2 x 0 Porto, em 7 de junho de 1998)
Localização: Ilha do Retiro, Recife
Inauguração: 04/07/1937
Última ampliação: 2007
Próxima ampliação: arena, com a reconstrução do estádio, com um orçamento que varia entrre R$ 250 milhões (só o estádio) e R$ 400 milhões (todo o clube).
Proprietário: Sport

Entre 1919 e 1937, o Sport jogou no seu antigo Campo da Avenida Malaquias, no bairro das Graças. O local com arquibancadas de madeira - compradas junto ao Fluminense do Rio e trazidas de navio - foi substituído pelo campo murado na Ilha do Retiro, que havia acabado de ser adquirido pelo Leão. Na inauguração do estádio, o Rubro-negro bateu o rival Santa Cruz por 6 x 5, com um gol de Haroldo Praça, pai de Silvio Guimarães, presidente do clube no biênio 2009/2010. A primeira ampliação foi no ano seguinte. Ao todo, foram seis, com destaque para a obra de 1950, quando o estádio foi ampliado, para poder receber até 20 mil torcecedores, com o objetivo de abrigar a Copa do Mundo. E conseguiu. Lá, o Chile venceu os EUA por 5 x 2. A Ilha, que recebeu também as decisões do Brasileirão de 1987 e da Copa do Brasil de 2008 (ambas vencidas pelo Sport), poderá ser demolida em breve, caso o Sport feche um contrato para a construção de uma arena multiuso no lugar, com capacidade para 45 mil pessoas. O último ato de modernização do estádio foi a colocação de assentos. Hoje, são 16 mil cadeiras e assentos.

Aflitos



Nome oficial: Estádio Eládio de Barros Carvalho
Capacidade: 19.800 lugares
Recorde de público: 31.061 (Náutico 1 x 0 Sport, em 21 de julho de 1968)
Localização: Aflitos, Recife
Inauguração: 25/06/1939
Última ampliação: 2002
Proprietário: Náutico

Localizado em uma das áreas mais nobres do Recife, o estádio dos Aflitos - cujo nome oficial é uma homenagem a um ex-presidente do clube - é sempre alvo da especulação imobiliária. Ainda mais com as negociações envolvendo o clube timbu e outras arenas projetadas na região metropolitana. O estádio, que ficou famoso nacionalmente em 2005 por causa da Batalha dos Aflitos - quando o Grêmio conquistou a Série B diante do Náutico mesmo com quatro jogadores expulsos e dois pênaltis a favor do adversário -, viu o seu maior público justamente no ponto alto da história alvirrubra. O gol de Ramos, que deu o hexacampeonato pernambucano ao Náutico, foi visto por mais de 30 mil pessoas. Foi a única que vez em que um jogo de futebol nos Aflitos ultrapassou essa marca. O número não foi alcançado nem mesmo com as ampliações iniciadas em 1996, e que duraram seis anos. O estádio foi quase todo remodelado. O puxadinho conhecido como “Balança mas não cai”, onde ficava o placar (manual) foi demolido durante o período, em um obra que teve como grande idealizador o alvirrubro Raphael Gazzaneo.

Arena Recife-Olinda



Capacidade: 45.500 lugares
Localização: Salgadinho, Olinda
Lançamento: 29/05/2007 (não saiu do papel)
Projeto: PTZ Arquitetura
Proprietários: Governo do estado e Prefeitura de Olinda
Custo: R$ 335 milhões

Após o anúncio de que o Brasil seria o candidato único para a Copa do Mundo de 2014, em março de 2006, o governo de Pernambuco passou a investir pesado em projetos para tentar se tornar uma das subsedes do segundo Mundial da história do país. Um ano antes, o escritório de arquitetura pernambucano PTZ já trabalhava em conjunto com a Amsterdam Arena Adivisory (AAA), da Holanda, para elaborar um estádio. O projeto só foi oficializado em maio de 2007, no Palácio do Campo das Princesas. A arena multiuso recebeu vários elogios pela estética. Na prática, porém, o projeto acabou tendo como entrave o alto valor para as desapropriações em Salgadinho: nada menos que R$ 100 milhões.

O estádio, que teria um teatro para duas mil pessoas ao lado, também teria 11.260 vagas de estacionamento num raio de 1,25 quilômetro, sendo quatro mil na área do estádio. Ao todo, o caderno de encargos tinha 32 páginas. Mas acabou sendo abortado, já que o governo do estado elaborou, logo depois, a Cidade da Copa, em São Lourenço. A Prefeitura de Olinda tentou manter a ideia viva, mas a Fifa não aceitou a inscrição da arena para a Copa, já que nenhum estado poderia inscrever mais de um estádio.

Arena Recife



Capacidade: 30.000 lugares
Localização: Engenho Uchôa, Recife
Lançamento: 18/11/2009 (não saiu do papel)
Projeto: Lusoarenas
Proprietário: Náutico
Custo: R$ 300 milhões

Após dois anos de articulação, o Náutico remodelou o projeto do seu futuro estádio e o apresentou ao prefeito do Recife, João da Costa, em novembro de 2009. Com capacidade para 30 mil pessoas, o projeto segue os traços modernos dos novos estádios pelo mundo - apesar de já haver um capítulo no caderno com a projeção de uma ampliação até 42 mil lugares. Localizado entre a rodovia BR-101 e a Avenida Recife, no Engenho Uchôa, o estádio seria operado durante 30 anos pelo consórcio envolvendo Camargo Corrêa, Conic Souza e Patrimonial Investimentos. O estádio milionário, porém, foi deixado de lado por enquanto, já que o mandatário timbu em 2010, Berillo Albuquerque negocia a assinatura do contrato com a arena da Cidade da Copa - o Alvirrubro foi o primeiro dos grandes da capital a demonstrar interesse na Arena da Copa. Se não houver o acordo, aí o Náutico voltará as suas atenções para o projeto na Zona Sul. De qualquer forma, os alvirrubros ainda esperam a autorização da PCR para a possível construção.

Arena Sport



Capacidade: 45.000 lugares
Localização: Ilha do Retiro, Recife
Lançament: 17/03/2011 (não saiu do papel)
Projeto: DDB/Aedas (Plurisport)
Proprietário: Sport
Custo: R$ 500 milhões

O Sport costurava o lançamento de sua arena desde 2008, quando começou a conversar com executivos da Plurisport, grupo que acabou vencendo a disputa promovida pelo clube para erguer um novo complexo esportivo na Ilha do Retiro. Eram três interessadas, mas o modelo apresentado pela Plurisport foi o escolhido em 2001 pelo presidente rubro-negro Gustavo Dubeux. O projeto só foi apresentado em março, após muita especulação. O orçamento inicial de R$ 400 milhões acabou subindo para meio bilhão de reais, com direito a um hotel e torres empresariais ocupando todos os espaços já construídos do clube, de um total de 14 hectares. O investidor será a empresa Engevix. Os leoninos agora travam uma batalha dentro do próprio clube para convencer todos os torcedores sobre a viabilidade do projeto, que deverá deixar o time sem "campo" por pelo menos três anos anos.

Guararapes



Capacidade: 60.000 lugares
Localização: Macaxeira, Recife
Lançamento: 01/12/1971 (não saiu do papel)
Projeto: Artur Lima Cavalcante
Proprietário: Náutico

Hoje em dia, o terreno de 40 hectares na Macaxeira, às margens da BR-101, abriga o centro de treinamento do Náutico, que vem crescendo paulatinamente desde 1999. A área foi comprada em 20 de julho de 1971 por Cr$ 800 milhões. Para adquirir a propriedade, o Alvirrubro sorteou 28 carros, além de 300 prêmios em dinheiro, arrecadando Cr$ 500 milhões (62,5% do total). A idéia, porém, não era fazer um CT, mas sim um moderno estádio, o Guararapes, com traços inspirados no Olímpico de Munique, que receberia a Olimpíada no ano seguinte. O estádio timbu seria erguido nos moldes da antiga Fonte Nova, utilizando os morros como suporte da arquibancada, diminuindo o custo da obra. Segundo Salomão, ex-coordenador do CT e craque alvirrubro nos anos 60, o lançamento do estádio visava mesmo era arrecadar dinheiro. “Conhecendo a estrutura do futebol, acho que o projeto foi para arrumar dinheiro para pagar dívidas. No final, foi melhor mesmo construir um CT”, disse. O Náutico chegou a vender algumas cadeiras do novo estádio. Porém, sem apoio do governo estadual na época, o projeto foi deixado de lado.

Presidente Médici



Capacidade: 140.000 lugares
Localização: Joana Bezerra, Recife
Lançamento: 06/08/1971 (não saiu do papel)
Projeto: Oscar Niemeyer
Proprietário: Sport

Uma obra inacreditável, apontada como a “mais bela praça de desportos do mundo” e assinada pelo mais renomado arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer, que pela primeira vez apresentava um projeto para o Nordeste. E logo o segundo maior estádio do mundo, inferior apenas ao Maracanã. O projeto – cujo nome foi autorizado pelo então presidente da República, general Emílio Garrastazu Médici – ficaria a menos de um quilômetro da Ilha do Retiro. O estádio seria completamente coberto, dividido pelos seguintes setores: arquibancada (90 mil lugares); popular (25 mil); cadeiras (24 mil) e camarotes (1 mil).

Duas rampas de acesso de 120 metros de largura foram elaboradas para escoar todos os torcedores em apenas 12 minutos. Já o estacionamento teria vaga para cinco mil carros. Cerca de três mil cadeiras chegaram a ser vendidas. Mas o sonho parou na maquete e na terraplanagem da área. O motivo? Dívidas, muitas dívidas, como lembrou Sílvio Pessoa, que presidiu o Sport em 1973 e 1974, na época na qual o projeto foi abortado. “O Sport estava devendo dinheiro a Deus e ao mundo. Até o terreno, cedido pela família Brennand, foi negociado para amortizar o débito”, disse o ex-dirigente.



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