Na briga pelo título
O ano em que os jejuns acabaram. Há muito o clube alviverde não conseguia deixar a sua torcida tão empolgada com um elenco recheado de estrelas, comandado por um técnico de elite, Vanderlei Luxemburgo. Investimento alto que já rendeu os primeiros frutos. No Estadual, o Palmeiras levantou a taça 12 anos após a última conquista. Espera conquistar, no segundo semestre, o título brasileiro, feito que aconteceu pela última vez há 14 anos. O esquadrão palmeirense tem o pentacampeão mundial Marcos no gol; atletas que começam a despontar no cenário nacional, exemplos de Pierre e Alex Mineiro; e uma estrela no meio-campo chamada Valdívia. E não são somente as peças do time. O Palmeiras está jogando bem, com ritmo, plástica e ofensividade que fizeram torcedores e cronistas elegerem a equipe a melhor do Brasil até o momento. Resta aos atletas ratificar o título dentro de campo.
Parte da torcida cruzeirense já se deu por 'satisfeita' em 2008. Afinal, ganhar o Estadual no ano do centenário do Atlético-MG, e ainda mais derrotando o maior rival por 5x0 na decisão era além do que qualquer um poderia imaginar. Mas o Cruzeiro quer mais. O time é jovem, é verdade, mas vem mostrando que também é competitivo, sob o comando do não menos jovem Adilson Batista. Por isso, e pelo bom início neste ano, o Cruzeiro pode sim ser apontado como um dos favoritos ao troféu do Brasileiro. O expoente desse novo Cruzeiro é o atacante boliviano Marcelo Moreno, de 20 anos, artilheiro da atual edição da Taça Libertadores da América. Com um faro de gol incomum, o jogador vem sendo municiado pelos talentosos meias Wagner e Ramires, e tendo Guilherme como companheiro no ataque da Raposa.
Quando acabou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro do ano passado, o Flamengo lutava contra o rebaixamento. Joel Santana assumiu a equipe e conseguiu transformar um time decadente em vitorioso. Veio a classificação à Libertadores e o bicampeonato estadual. Joel saiu e o time vive um momento duvidoso. Será que Caio Júnior, novo comandante, irá manter o ritmo atual da equipe, que a coloca entre os favoritos ao título brasileiro? No futebol, o simples às vezes se torna complicado e irreversível. Existe o risco de o Flamengo desandar. Principalmente se Caio Júnior não conseguir superar o seu principal desafio logo neste início de competição: manter a união dos atletas. Só assim conseguirá dar seqüência ao bom momento da equipe e seguir conquistando vitórias que farão o torcedor rubro-negro confiar nele.
A torcida pó-de-arroz está em sintonia com o time do Fluminense. O Tricolor das Laranjeiras pode até não ter participado sequer da decisão do Campeonato Carioca, mas a classificação para as quartas-de-final da Taça Libertadores com duas vitórias sobre o Atlético Nacional, da Colômbia, mostraram que o Fluzão tem condições de brigar novamente pelo título do Brasileirão. No ano passado, o time ficou na 4ª colocação, mesmo quando já havia assegurado a vaga à Libertadores por ter conquistado a Copa do Brasil. No começo do ano, a Unimed - patrocinadora do clube carioca - bancou as contratações dos 'Três Tenores', como ficou conhecido o ataque formado por Washington, Dodô e Leandro Amaral. Mas o trio 'desafinou' depois que o último perdeu a causa na Justiça na qual pedia a liberação do Vasco, detentor dos seus direitos federativos. Com Leandro já de volta a São Januário, o técnico Renato Gaúcho pelo menos agora não tem mais dúvidas na hora de escalar o time com apenas dois atacantes. Mas a verdade é que o Fluminense montou um bom time. Conseguiu segurar o meia Thiago Neves - apontado como um dos melhores jogadores da última Série A e cotado para defender a Seleção nas Olimpíadas de Pequim - e ainda conta com a boa fase do lateral-esquerdo Júnior César e do zagueiro Luiz Alberto.
O São Paulo já é o recordista do Brasileirão com cinco conquistas, e em 2008 poderá quebrar outro recorde, caso seja campeão novamente. Se o goleiro-artilheiro e capitão Rogério Ceni levantar mais uma taça, o Tricolor Paulista chegará ao seu terceiro título consecutivo, algo inédito desde o início da Série A, em 1971. Dinheiro o clube do Morumbi tem. Elenco também. Mas e motivação? Será que depois de tanto sucesso (nos últimos três anos foram um Mundial da Fifa, uma Taça Libertadores e dois Brasileiros), o grupo do São Paulo seguirá com o mesmo ímpeto para mais uma longa empreitada? Essa pergunta foi feita logo após o último título nacional. A resposta do técnico Muricy Ramalho foi bem ao seu estilo, mais direto impossível. "Eles estão jogando no São Paulo. Precisa de mais motivação?" O imperador Adriano garante que não. Maior contratação do futebol brasileiro em 2008, o jogador assinou um contrato de seis meses e prazo de voltar depois do dia 30 de junho à Internazionale (detentora dos direitos federativos do craque). Mas a diretoria tricolor já se mexe para prorrogar o prazo. Outro clube de Milão, o Milan, pode levar outro grande nome do Tricolor. O volante pernambucano Hernanes - que tem contrato com o São Paulo até 2012 - já foi sondado pelo time italiano, já recheado de jogadores brasileiros.
Embalado nos milhões de reais investidos pela Traffic, o Palmeiras começou o ano sendo apontado pela crítica como o melhor time do país. Bastou a goleada por 4x1 sofrida diante do Sport para o discurso começar a mudar. Principalmente pelo crescimento do Internacional, movido pela ótima fase do meia Alex, eleito o melhor do jogador do campeonato gaúcho. E foi no Estadual que o Colorado mostrou o seu poder de fogo, ao aniquilar o Juventude na final por inacreditáveis 8 x 1. Campeão do mundo em 2006, o Inter viveu um temporada irregular em 2007, mas com a volta do técnico Abel - campeão no Japão -, o clube gaúcho voltou aos trilhos. O meia-atacante Fernandão continua sendo o cérebro da equipe, que ainda tem outros bons jogadores, como Nilmar (recuperado de contusão), Iarley e o argentino Guiñazu, além da revelação Danny Morais, que já ganhou a vaga de titular na equipe. Com um sistema de marcação sólido (destaque para Marcão, Magrão e Orozco), o Internacional tem mesmo em Alex o seu ponto forte, pois o jogador vem marcando gols de todas as formas. |
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Libertadores
O time que joga o futebol mais bonito do país. Esse elogio vem sendo conferido ao Botafogo há pelo menos dois anos. Dois anos nos quais o Fogão não ganhou nada. No Estadual 2008, sucumbiu novamente diante do Flamengo. Mas mesmo assim a diretoria segurou as pontas e manteve o técnico Cuca. E além dele, os principais jogadores, como Wellington Paulista, Túlio e Lúcio Flávio. Tentar o bicampeonato nacional parece uma missão indigesta (o time, ainda na época de Túlio Maravilha, levantou a taça em 1995), mas o Botafogo entra sim para lutar finalmente por uma vaga na Libertadores, competição que não disputa desde 1996. Para entrar firme na disputa, o time anunciou uma contratação de peso: o meia Carlos Alberto (23 anos). Trata-se de um jogador talentoso, que poderá formar um meio-de-campo de qualidade com Lúcio Flávio, o melhor jogador do Carioca.
Dos 20 participantes da Série A, o Grêmio só não teve um início de temporada pior do que o Ipatinga, que conseguiu a proeza de ser rebaixado no Campeonato Mineiro. Mas o Tricolor Gaúcho se esforçou. Começou demitindo o técnico Vágner Mancini, que estava invicto no Estadual, e trouxe o contestado Celso Roth. A maior contratação para o elenco no período foi a do meia Roger. Mas com o famoso estilo retranqueiro de Roth não teve jeito. O Grêmio acabou sendo surpreendido no Campeonato Gaúcho pelo Juventude, em pleno Olímpico. Logo depois, piorou. Também em casa, foi despachado da Copa do Brasil pelo Atlético-GO. Mas a poeira baixou. Com um mês livre para treinar, o time realizou amistosos no Sul, ainda sob o comando de Roth. O clima no Olímpico só voltou a ficar quente no último domingo, por causa do título gaúcho do rival Internacional, que segue armando uma boa equipe. Até o momento, o principal reforço gremista foi o volante Makelele, que estava no Palmeiras.
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Sul-americana
Quando conseguiu retornar à Série A em 2006, após vencer o Ituano, o Náutico traçou o seu objetivo para a temporada seguinte: livrar o rebaixamento. Conseguiu com muito sacrifício graças ao técnico Roberto Fernandes e a uma reformulação no elenco durante a competição. Hoje, na véspera do início do Brasileiro 2008, a meta do clube alvirrubro é mais ambiciosa: quer disputar, no próximo ano, a Sul-americana. Precisa terminar, pelo menos, entre os 11 primeiros colocados. A referência ao acesso alvirrubro em 2006 é citada para demonstrar a mentalidade e planejamento corretos do clube. Desde os insucessos nas Séries B em 2004 e 2005, o Náutico fincou os pés-no-chão, sem permitir qualquer dose exacerbada de entusiasmo ou utopia. Chegou sim, no ano passado, a sonhar com a Sul-americana na reta final do Nacional. Mas só quando a classificação à competição ficou próxima de acontecer. Nem por isso deixou de festejar a permanência na elite do futebol brasileiro. Para este Campeonato Brasileiro, o objetivo do Náutico é maior porque o potencial da equipe é também superior. A diretoria timbu se esforçou para manter a base da equipe no ano passado. Esbarrou nas suas limitações financeiras e perdeu atletas como os laterais Sidny e Júlio César, o volante Daniel Paulista e Elicarlos, e o meia-atacante Acosta, vice-artilheiro da Série A em 2007. Com paciência e cautela, a diretoria começou a repor os 'desfalques'. Errou em alguns, mas acertou em cheio em outros casos. Exemplos do atacante Wellington, que passou de desconhecido a candidato a artilheiro, ídolo e revelação da competição. Outro que, apesar do pouco tempo já enche os olhos do torcedor, é o curinga Ruy. O jogador está suspenso e não participa da estréia alvirrubra, mas é citado pelo técnico Roberto Fernandes como norte para as futuras contratações timbus.
Antes do início da Série A do ano passado, os rubro-negros queriam conquistar o título brasileiro. Pretensão mais simbólica do que real. Era o aniversário de 20 anos da conquista do título brasileiro do Sport. A campanha do Leão foi regular e 'apenas' garantiu a permanência na elite do futebol nacional. A frustração passada, porém, não influenciou em nada a sempre presente e elevada auto-estima leonina. E, neste ano, torcedores, diretoria e elenco entram na competição sonhando com a segunda estrela dourada no escudo. O entusiasmo de hoje parece menos utópico para os leoninos, principalmente após a classificação diante do Palmeiras na Copa do Brasil, mas está bem distante de se tornar palpável. A principal fonte de confiança é a composição do elenco. A maioria dos atletas é remanescente da temporada passada. As novidades vieram para reforçar setores importantes e com certa carência, como Daniel Paulista e Sandro Goiano, na cabeça de área, Enílton e Leandro Machado, no ataque. O principal fermento para a confiança está no meio-campo, no entanto, e foi adicionado há menos de um mês. O retorno do ídolo Fumagalli está confirmado. O meia deve reencontrar a torcida e a sua casa rubro-negra somente em junho, quando estará regularizado e fisicamente preparado. Além dele, os torcedores sonham com a permanência de Romerito, ainda em negociação com Goiás, e alimentam a esperança de assistir a Luciano Henrique conquistar de vez o seu espaço na equipe, sem contusões e contratempos. Tantos elementos favoráveis tornam evidente a superioridade deste elenco em relação ao do ano passado. Mas existem deficiências e a diretoria sabe disso. Tanto que continua em busca de reforços. A lateral-esquerda é o principal calo. Atualmente, o técnico Nelsinho Batista tem à disposição apenas Dutra. Falta o reserva. Outro ponto frágil é a falta de regularidade do ataque.
Uma importante vitória nos tribunais poderá salvar o ano vascaíno. Em janeiro, o atacante Leandro Amaral conseguiu o direito provisório de se transferir para o rival Fluminense, onde formou um promissor ataque com Dodô e Washington. Mas no último mês, o clube da cruz-de-malta conseguiu recuperar os direitos federativos do jogador, que após sucessivas derrotas na Justiça aceitou voltar a vestir a camisa do Vasco. Lá, poderá formar outro bom ataque, ao lado do experiente Edmundo. Quem também está de volta ao Gigante da Colina é o técnico Antônio Lopes, campeão da Libertadores com o clube em 1998. O ex-delegado Lopes terá a missão de acalmar os ânimos da torcida, que não vê com bons olhos o retorno de Leandro. Até Edmundo já saiu em defesa do jogador. Nos últimos anos, o tetracampeão brasileiro Vasco vem oscilando bastante, e já não ganha um título desde 2003, quando faturou o Carioca.
O único representante do Centro-Oeste vem chamando mais a atenção dos pernambucanos neste ano por causa do imbróglio com o meia Romerito do que por causa do futebol apresentado. Até mesmo porque o clube esmeraldino vem mal das pernas. Em uma semana, foi eliminado da Copa do Brasil ao perder do Corinthians por 4x0 e viu escapar o título goiano ao ser derrotado pelo pequeno Itumbiara por 3x0, em pleno Serra Dourada. O técnico Caio Júnior foi para o Flamengo. A diretoria contratou Oswaldo Alvarez, que participou da Série A pela última vez em 2006, com o Atlético-PR. Repetir o feito de 2005, quando ficou em 3º no Brasileiro e garantir a vaga à Libertadores, parece longe do Goiás. Mas é bom não duvidar. Em 2004, o time terminou o primeiro turno como lanterna, mas fez a melhor campanha no segundo turno e ainda garantiu uma vaga para a Copa Sul-Americana.
Completando 100 anos em 2008, o Atlético-MG começou o ano sonhando alto. Trouxe de cara o técnico Geninho, que estava no Sport, e manteve parte do grupo que ficou na 8ª colocação no Nacional de 2007. Mas na hora de contratar, a diretoria do Galo frustou a sua torcida, que aguardava o 'craque do centenário'. Primeiro foi o meia-atacante Marques, depois foi a vez de Souza, de 32 anos, que estava no América/RN. Em abril chegou o não menos rodado sérvio Petkovic. O resultado? O vice-campeonato estadual, diante do Cruzeiro, com uma já histórica goleada por 5 x 0 sofrida para o rival na primeira partida. Ah, e Souza já foi dispensado. Juntando os cacos (até mesmo porque o Atlético-MG segue na Copa do Brasil), o Galo inicia o Brasileirão de crista baixa. Mas conhecido por ser um clube regular - o time já ficou 13 vezes entre os quatro melhores da Série A nos 37 anos da competição -, o clube de Belo Horizonte poderá entrar na briga para tentar pelo menos repetir o feito do ano passado, quando se classificou para a Copa Sul-Americana.
O Furacão começou a temporada fazendo juz ao nome. O time quebrou o recorde do time rubro-negro de 1949, que havia vencido 11 partidas seguidas no Campeonato Paranaense, dando origem ao apelido. Neste ano, de forma arrasadora, o Atlético-PR conquistou 12 vitórias nas 12 primeiras rodadas. Depois, desandou. O time do técnico Ney Franco perdeu jogadores importantes, como o volante Claiton, e as vitórias sumiram. A torcida teve que engolir até mesmo uma eliminação em casa na Copa do Brasil diante do inexpressivo Corinthians/AL. Na final, viu o Coritiba dar a volta olímpica na Arena. Para tentar a recuperação no Brasileiro, a diretoria vem se esforçando para trazer novamente o colombiano Ferreira, que está no Al-Shabab, dos Emirados Árabes. Até o momento, porém, as contratações foram tímidas. Chegaram o lateral-direito Erivélton, que estava no Iguaçu/PR e o volante Leandro Fahel.
O Coxa chega no Brasileiro disposto a lutar por boas colocações. O time venceu as duas últimas competições que disputou - a Série B em 2007 e o Estadual no último domingo. A grande aposta do time são os jovens valores, capitaneados pelo atacante Keirrison. O técnico Dorival Júnior - que conquistou seu 4º Estadual em cinco anos - também terá à sua disposição o habilidoso meia Carlinhos Paraíba, negociado pelo Santa Cruz no início do ano. O jogador, que chegou de forma tímida ao Arruda em 2007, logo conseguiu a titularidade no Alviverde paranaense (campeão brasileiro em 85), principalmente por causa dos seus certeiros chutes de fora da área. Mas Dorival também recebeu um 'pacote' de jogadores nesta semana, quando a diretoria anunciou cinco reforço, com destaque para o volante Alê, ex-Guaratinguetá. |
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Para não cair
O ano não começou nada bem para o Ipatinga, que está estreando na elite nacional. O clube da região do Vale do Aço foi rebaixado para a 2ª divisão do Mineiro e larga como um dos maiores 'favoritos' para também despencar no Brasileirão. Após a pífia - e surpreendente - campanha no Estadual (11º lugar), a diretoria do Tigre anunicou a contratação do zagueiro Toninho, que brilhou na zaga do Náutico na reta final da última Série A. O jogador estava no Guaratinguetá, que fez ótima campanha no Paulistão. De lá também veio o volante Jackson. Outro reforço foi o atacante Ely Tadeu, do Democrata. Visando aumentar a sua receita - o clube é o que receberá menos do Clube dos 13 (R$ 3,2 milhões) -, a diretoria acertou um patrocínio com uma empresa japonesa, acionista da Usiminas.
O tradicional clube paulista deu uma grande volta por cima em 2007. No ano passado, a Lusa conseguiu o acesso à elite do Campeonato Brasileiro e à do Paulistão. Nesta temporada, a diretoria quer manter o embalo do time, que começou o ano com uma grave deficiência. A equipe teve o 6º pior ataque do Estadual, mesmo com a presença do centroavante Christian, o maior destaque do elenco - e que vem sendo bastante assediado pelo Corinthians. Para melhorar o desempenho do time do Canindé, a Portuguesa contratou agora o atacante Washington, que atuou na última Série A pelo Sport. Mas o jogador - que estava no futebol da Turquia - chegou referendado pela campanha na própria equipe paulista em 2005, quando fez oito gols no Paulistão. Também foi contratado o meia Sidnei, que estava no Galo.
Contestado na Ilha do Retiro e unanimidade em Florianópolis. Apesar do elenco modesto do Figueirense, o técnico Gallo diz ter implantado uma 'cara de decisão' para a equipe, que conquistou o Catarinense no último domingo, fora de casa. "Estamos nos preparando muito bem e temos condições de fazer um bom papel", diz o treinador. Com um time jovem, Gallo optou por mesclar o grupo, trazendo o lateral-direito César Prates, que vinha em baixa na carreira, mas que foi um dos destaque do time no Estadual. Em 2007, o Figueira bateu na trave para conseguir uma vaga na Copa Sul-Americana no Brasileiro. Neste ano, porém, o time - que tem como um dos destaques o meia Cleiton Xavier (ex-Sport) - começa com pretensões mais baixas, como permanecer na Série A, onde está desde 2002.
Rebaixado em 2004, o Vitória finalmente voltou ao convívio dos grandes times do país. Agora o Leão da Barra - bicampeão estadual - quer recuperar o prestígio dos anos 90, onde chegou ao vice brasileiro de 1993. Como faz parte do Clube dos 13, o Vitória terá uma boa receita na temporada (cerca de R$ 13 milhões). E o assédio a quem não tem tanto cacife assim já começou, tanto que o clube sondou os alvirrubros Geraldo, Eduardo e Ticão. Um reforço para o time dirigido por Vágner Mancini é o goleiro colombiano Viafra, emprestado pelo Atlético-PR - o Vitória, aliás, acertou uma parceria com o Furacão. Apesar do início do Brasileirão, a diretoria anuncia uma reformulação 'relâmpago' no elenco. O rubro-negro baiano admite que a prioridade no primeiro ano pós-Série B é mesmo a permanência na elite. |
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