|
Viajar é sinônimo de felicidade
Pesquisa realizada em todo País pelo Ipesp mostra que sair de casa é motivo de alegria para população
Rodrigo Hilário Da equipe do DIaRIO
Felicidade combina com quê? Viajar, ver TV, fazer compras, rezar, namorar? Se para você a última opção parece meio óbvia, conheça o resultado de uma pesquisa sobre comportamento feita pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, Sociais e Políticas (Ipesp). Com a pergunta Quais os momentos que deixam você mais feliz?, o Ipesp realizou um estudo por amostragem telefônica em todo o País e revelou que alguns brasileiros estão se transformando em um exemplo de recato. Dos mil entrevistados, 51% se disseram felizes da vida ao viajar. Em seguida, 38% optaram por ir ao culto ou missa; 27% ficaram com atividades culturais (cinema, teatro, shows); 25% não abriram mão de uma mesa de bar; e em um modesto quinto lugar, com 19% da preferência, veio aquela troca de olhares, beijinho aqui, sarro acolá, etc. O resultado da pesquisa é de deixar radiantes os puritanos e de queixo caído os mais fogosos, como o universitário Felipe Moura, 23 anos, morador de Boa Viagem. "Tá louco? Isso só pode estar errado", retruca. Ele é a antítese do estudo e jura nunca ter ficado mais de dez meses com a mesma pessoa. "Em geral passo longos períodos sozinho antes de iniciar um namoro. Mas não vejo problema em ficar só. Ao contrário, dá mais liberdade". Com a chegada do verão, o Don Juan confessa estar em polvorosa. "É a época perfeita para paquerar, conhecer as meninas, trocar telefone, sair umas três vezes e começar tudo de novo". Aquecendo as turbinas para a estação do sol, ele diz até que, em um baile de formatura recente, chegou a ficar com três garotas numa mesma noite. Outro que não dispensa um chamego é o publicitário Renato Lima, 26. Mas tudo como manda o figurino. "Assumo que sou namorador, mas não gosto de ficar na galinhagem, com uma hoje e outra amanhã. Prefiro relacionamentos mais duradouros". Entre a sua coleção de aventuras sérias, estão namoros que duraram um, dois, quatro anos. "Estou com minha atual namorada há oito meses. Gosto muito dela e espero bater meu próprio recorde", brinca. Tudo bem que o trabalho do Ipesp não pode ser considerado um modelo de rigor científico (foram ouvidas mil pessoas das classes A, B e C, em cem cidades de todo o País, uma amostra relativamente pequena). "Mas este tipo de estudo serve como termômetro do comportamento das pessoas. Através de temas leves, é possível fazer um retrato da população em um determinado momento", disse a diretora de Atendimento e Pesquisa do instituto, Marcela Montenegro. Ela destaca que a grande surpresa foi o desempenho da religião que conquistou 38% da preferência dos entrevistados. "Chamou a atenção justamente por ficar na frente de itens como namorar e sair com os amigos".
|
|