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Secretariado contempla alas petistas
Indicações de João Paulo para o primeiro escalão da PCR satisfazem as tendências moderadas e radicais
O prefeito eleito do Recife, João Paulo (PT), mostrou desenvoltura política ao anunciar, no início da tarde do sábado, os primeiros cinco secretários de seu governo. Para a pasta que terá possivelmente maior visibilidade da gestão, a de Orçamento Participativo e Ação Cidadã, o escolhido foi seu assessor João Costa, que não possui, pelo menos a princípio, pretensões de se candidatar a cargos públicos. O próprio João Costa confirmou que sua indicação foi motivada, em parte, pela preocupação de evitar a abertura de espaço para disputas político-eleitoreiras nesta área. João Paulo também mostrou-se um bom estrategista ao contemplar tendências mais moderadas e radicais do PT. Em contraponto à indicação para a Saúde do vereador eleito Humberto Costa, ligado à Unidade na Luta, facção mais ao centro, o prefeito eleito contemplou, também, a Articulação de Esquerda, uma das alas mais radicais da legenda, com o anúncio de João Costa, e a escolha do presidente do diretório municipal e funcionário do gabinete de João Paulo na Assembléia Legislativa, Múcio Magalhães, para a Secretaria de Governo. Apesar de não ter muito trânsito junto à Câmara Municipal, Múcio Magalhães foi indicado para o primeiro escalão por sua proximidade com o prefeito e pelo fato de que o secretário de Governo dificilmente não seria um petista, devido à necessidade de articulação com as várias tendências da legenda. "Encaro a nova função com naturalidade. Sei que vai ser difícil, mas vou contar com a ajuda da bancada na relação com a Câmara. E a união que conseguimos durante a campanha mostra que teremos como fazer um bom governo com a participação de todos os setores da legenda e de todos partidos da Frente de Esquerda". Já Humberto Costa não deverá ficar no cargo até o final do mandato, já que é praticamente certa sua candidatura em 2002, seja para governador, deputado federal ou senador. O trabalho na Secretaria de Saúde, pasta que tradicionalmente exerce posição de destaque nas administrações petistas, poderá lhe conferir visibilidade eleitoral. "Minha preocupação é que o governo dê certo. O resto é conseqüência", esquivou-se. Para Planejamento, Gestão Urbana e Desenvolvimento, confirmou-se o nome da economista Tânia Bacelar. Era intenção de João Paulo, desde que venceu a eleição, contar com a participação da economista em sua equipe de governo, mas Tânia se apresentava de certa forma reticente por possuir outros compromissos profissionais. Apesar de ligada ao PSB, a participação de Tânia no governo terá um caráter mais técnico do que político, assim como a da futura secretária de Educação, Edla Soares. Professora da UFPE, Edla já possui experiência administrativa, por ter comandado a pasta durante as administrações do peemedebista Jarbas Vasconcelos (86-89 e 93-96).
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