Domingo
19 de Novembro de 2000

Cinemas faturam R$ 420 mi

Oferta de locais de exibições no País deve crescer 15% até 2005

SÃO PAULO - A oferta de salas de cinema no País cresce mais do que fila de espera em pré-estréia de Guerra nas Estrelas nos Estados Unidos. A movimentação deve-se aos investimentos de exibidores cinematográficos de redes internacionais. Cerca de US$ 100 milhões deverão entrar no País em dois anos, num segmento que fatura R$ 420 milhões por ano só com a venda de ingressos, e deverá crescer de 10% a 15% nos próximos cinco anos.

O presidente da Cinemark Brasil, Valmir Fernandes, diz que o conceito Multiplex, complexos com 6 a 14 salas de cinemas em shoppings, ainda é pouco explorado no País. Com 40% do mercado em termos de público, a rede tem hoje 187 salas em 21 complexos. Cada complexo corresponde a investimento de US$ de 4 milhões a US$ 5 milhões.

No ano passado, foram vendidos 70 milhões de ingressos no País, diz Fernandez, um número semelhante ao de 1998 que teve o diferencial do blockbuster Titanic nas telas, responsável por 16% das vendas. "A venda de 80 milhões de ingressos no Brasil é pouco para opotencial que ele apresenta", afirma. Em média, o brasileiro vai ao cinema uma vez a cada dois anos. Nos EUA, são seis vezes por ano ou 12 vezes mais.

Essa relação não quer dizer que os americanos sejam mais interessados por cinema. O que manteve os brasileiros à distância foi mesmo a situação econômica. Na década de 90, os ingressos ficaram mais caros. Mais ainda se constatado o custo-benefício do ingresso: boa parte das salas não tinha qualidade de som nem de projeção, tampouco cadeiras confortáveis.