Sexta-Feira
8 de Setembro de 2000

Botox no pescoço: vale a pena fazer?

Mais usada para apagar as linhas da testa e rugas, técnica começa a ser usada nessa área do corpo, mas há divergências

Phelipe Rodrigues
Da equipe do DIARIO

Nem percebemos, mas para expressar qualquer tipo de sentimento praticamos uma mímica facial que ao longo do tempo vai produzindo linhas e rugas de expressão. Quem não tem vocação para monja budista - aquelas que não fazem gestos bruscos com a musculatura do rosto - apresenta já por volta dos 35 anos esses reflexos do tempo. Nessa idade não há a indicação para uma cirurgia plástica. As armas, então, são soluções paliativas, que se mutiplicam a cada nova temporada. Nos últimos três anos, a mais comentada tem sido a toxina botulínica, ou botox.

Esse derivado da bactéria Clotridium botulinum age relaxando a musculatura, podendo melhorar e até eliminar as rugas e linhas produzidas pela contração muscular. Mas, essa técnica não é um substituto da cirurgia plástica. "É um paliativo. Pode-se investir nas aplicações de botox só quando a musculatura não estiver muito flácida. O limite seria por volta dos 50 anos. Depois, só um lifting", afirma a dermatologista Luciana Vianna. As primeiras indicações da injeção com botox foram para apagar as linhas da testa, além dos pés-de-galinha. "Por paralisar os músculos, as rugas somem por um tempo relativamente curto", adverte o cirurgião plástico Luciano Alves. Essa ação dura, no máximo, de 4 a 6 meses, quando deve ser reaplicado.

Mesmo assim, o número de adeptos não pára de crescer e até já surgiu uma nova prescrição, a sua aplicação para recuperar a aparência do pescoço. "É usado há menos de 2 anos, e ideal para peles que começam a ficar sem viço", enfatiza Lucianna Vianna, uma das primeiras na cidade a adotar o método. Mas alguns profissionais ainda preferem esperar. É o caso do cirurgião plástico Rui Pereira. "Essa região precisa de muita liberdade, e o botox age fazendo a paralisia do músculo", diz.

Mas nem todos pensam assim. Nas clínicas do badalado Ivo Pitanguy, a técnica já é utilizada. Responsável pelas aplicações na equipe de Pitanguy, o cirurgião Luiz Victor Carneiro, diz que quando há vários problemas, o botox isolado não resolve. "Se a paciente chega com gordura localizada, flacidez e rugas, é preciso fazer uma lipo, o lifting e, se necessário a toxina botulínica", aconselha. Esse coquetel, no Recife, chegaria a R$ 5 mil no mínimo. E mesmo sendo um tratamento estético, o Botox apresenta uma série de contra-indicações. A aplicação só pode ser feita por um médico. Mulheres grávidas e pessoas sensíveis à albumina não podem se submeter à técnica.

Serviço

Luciana Vianna - 466-1404

Luciano Alves - 221-2693

Luiz Victor Carneiro (21) - 537- 5812

Rui Pereira - 441-6533