Terça
13 de Junho de 2000

Garanhuns abriga pop e popular

Programação da décima edição do Festival de Inverno, na íntegra

Ivana Moura
Da equipe do DIARIO


E m sua décima edição, o Festival de Inverno de Garanhuns, se espalha por toda a cidade e procura abrigar variadas tendências, estilos, gostos. De 13 a 22 de julho, tecno, pop, popular, cena mangue, teatro, inclusive de bonecos, e dança convivem com reflexões sobre o significado da hemeroteca para e memória e dicas de preservação de acervo particulares de fotografia, além de 25 oficinas culturais, num festival dividido em muitas frentes. O tradicional reduto dos grandes shows continua no palco da Praça Guadalajara, que este ano vai receber Zé Ramalho, Los Hermanos, Luís Melodia, Simone, Elza Soares, Barão Vermelho, Ortinho e Via Sat. Arto Lindsey ainda é a dúvida para o dia 15. Ele tem shows marcados no dia 13, em Los Angeles e 16 em Paris. Ontem, o secretário de Cultura de Pernambuco, Carlos Garcia, divulgou a programação completa do FIG, que permanece com orçamento de R$ 1 milhão.

A Orquestra Sinfônica com Naná Vasconcelos fazem a abertura, no dia 13. “Pensamos em dar mais brilho neste décimo festival, que na abertura terá show pirotécnico e apresentação do Balé de Diadema”, explicou ontem o diretor da Diretoria de Assuntos Culturais, Bruno Lisboa.

O programa instrumental, que ano passado foi testado e aprovado pelo público, ganha mais destaque nesta versão. No palco armado no Parque Rubem Van der Linden exibe várias facetas com Henrique Annes, Léo Gandeman, Nenéu Liberalquino, Sá Grama e Altamiro Carrilho. Ao todo, serão mais de vinte horas de música instrumental.

Enquanto isso, Roger de Renor vai alojar a cena mangue no Pina de Copacabana. Eddie, Jorge Cabeleira, Matalanamão algumas das atrações. No fim da noite, aliás, já na madrugada, Garanhuns terá a tenda eletrônica, local onde vai rolar o som tecno, aos cuidados de Djs como Patife, Dolores, Camilo Rocha e Marky.

A cultura popular terá o rabequeiro Salustiano como uma espécie de mestre de cerimônias. O Espaço cultural Luís Jardim, que vai funcionar no centro de Garanhuns, é uma das inovações deste ano. Em três horários, grupos de maracatu, boi, banda de pífano, coco de roda, urso, caboclinho e pastoril vão mostrar a beleza e diversidade dos ritmos populares pernambucanos.

As oficinas recebem um tratamento diferenciado. Até 1998, elas eram realizadas pela Secretaria de Educação. Ano passado, a Secretaria de Cultura realizou oito oficinas culturais que foram ampliadas para 25 nesta edição. A coordenadora Tereza Amaral aposta na ampliação do perfil dessas oficinas, que terão 660 vagas. “Estamos transformando um festival de eventos em festival de cultura”, defende o secretário, Carlos Garcia.