NATAL - Nada de pensar em outro modelo de Parati. A versão 1.0 16 válvulas Turbo de 112 cavalos era tudo que faltava para o segmento das peruas equipadas com propulsor de mil cilindradas. A Volkswagen pode comemorar, desde já, o sucesso do conjunto mecânico. O carro vai custar no Recife, aproximadamente, R$ 27 mil. O Gol Turbo, antecipado por Carro, sai por R$ 24 mil. Valores incluem o frete.
A proposta do automóvel esportivo com design de carro comportado tem a aprovação do público consumidor. É só recordar a ação da Fiat com o Tempra Stile (de motor turbinado). O comportamento da nova Parati nas ruas é exemplar. O motorista ao volante, acostumado com a direção da perua 1.6, só tem elogios a fazer.
Vai ficar difícil convencer o consumidor a comprar os irmãos 1.6 e 1.8. O argumento de vendas pode girar em torno de um acabamento mais refinado, ou melhor torque dos motores maiores. Mas, em contrapartida, não deve superar o 1.0 Turbo na melhor relação custo-benefício.
Congratulações podem começar pelo acabamento interno. Detalhe em preto no painel, forração dos bancos e maçanetas deram mais charme ao habitáculo do veículo. Outro ponto positivo foi o aperfeiçoamento do nível de ruído, defeito que atormenta boa parte dos consumidores da Geração Três de Gol e Parati.
Do lado de fora, os faróis de dois blocos óticos ganharam moldura negra para dar um semblante de esportividade. As rodas em liga de alumínio são exclusivas e a logomarca Turbo, localizada nos paralamas dianteiros e tampa do porta-malas, é a única identificação da força do motor. Tudo bem discreto.
Brasileiro é apaixonado por automóvel, disso ninguém duvida. A Parati turbo é símbolo dessa paixão. No trânsito, mesmo em retas pequenas, dá para perceber a ação da turbina. A alimentação forçada pelo turbocompressor impulsiona a station para alcançar, por exemplo, os 100 Km/h em 9,8 segundos. O consumo não mudou muito. Na cidade, a média é de 11 Km/l. Sem acelerar de mais, é claro.
A parte técnica da Parati 1.0 Turbo não pode ser esquecida. A Volkspromoveu uma média de 20 inovações tecnológicas para atender às reações térmica e mecânica do turbocompressor. Quem achar estranho a palavra intercooler, vai saber que a peça (parece um radiador) é responsável pelo resfriamento da turbina - item de pressão para aumentar a força do propulsor. A eletrônica é o comandante das reações mecânicas, ela simplesmente toma conta de tudo.
A direção hidráulica progressiva não adormece no ponto e deixa o modo de condução da Parati ainda mais prazeroso. O câmbio redimensionado, para a força do motor, é preciso da primeira à quinta marcha (essa última pouco utilizada) dentro da cidade.
A suspensão independente nas quatro rodas consegue diminuir a reação das rodas aos impactos causados pelos desníveis da estrada; a Parati deixou de ser durinha desde o lançamento da nova geração. Na traseira, a montadora reforçou o campo de atuação com corpo autoestabilizante em V e braços tubulares longitudinais.
Como opcional, estão incluídos as bolsas de ar (air bag), ar-condicionado, freio ABS, vidros elétricos, alarme com acionamento à distância e travamento central das portas. A grande falta do fabricante foi economizar no apoio de cabeça para os passageiros que viajam no banco traseiro. Item de segurança, conforto e estética que não está nem incluído no release fornecido pela assessoria de Imprensa da fábrica.