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Fiéis reverenciam santo casamenteiro
Centenas de católicos lotaram as igrejas do Recife ontem, véspera
do Dia de Santo Antônio, para agradecer pelas graças alcançadas durante
o ano
Centenas de devotos foram às igrejas do Recife ontem, véspera
do Dia de Santo Antônio, agradecer ao santo casamenteiro pelas graças
alcançadas. E como manda a tradição, pedir para arranjar
um marido. A estudante Ana Catarina da Silva, 18 anos, repetiu o gesto
do ano passado e depositou um lírio - confeccionado em papel crepom
- para o protetor dos seus sonhos. Tenho um namorado, mas vim confirmar
o pedido, comentou. Por coincidência, o companheiro da estudante
se chama Antônio. Outro motivo, segundo ela, para acreditar que
o romance pode dar certo.
Como Ana Catarina, a aposentada Maria Celeste de Oliveira, 75 anos, fez
suas preces na Matriz de Santo Antônio. Não vim pedir
noivo, pois não tenho mais idade para isso. Vim agradecer porque
o santo intercedeu para que o galo do meu neto aparecesse, acredita.
Segundo a aposentada, o ave foi roubada sábado por dois garotos,
que venderam por R$ 2,00, e devolvida ontem pela compradora.
É por motivos assim que romaria dos devotos do santo deve aumentar
hoje. Três missas estão programadas para ocorrer na matriz.
A primeira está prevista para as 8h e a segunda ao meio-dia, enquanto
a última acontecerá às 17h30. Em todas elas, frei
Benedito de Lima Filho e padre Lourival benzerão os pães.
Alimento a ser distribuído entre os fiéis.
BÊNÇÃOS - No convento da rua do Imperador,
a programação começa às 6h. As missas se repetem
às 7h, 9h e 17h30, enquanto às 15h haverá a Bênção
dos Lírios e das Crianças. De acordo com o provincial dos
Franciscanos no Nordeste, frei Aloísio Fragoso, as flores lembram
as intenções puras de Santo Antônio, enquanto a doação
dos pães simboliza o amor do bem-aventurado pelos excluídos
e pobres. Depois da bênção, os devotos participam
do encerramento da Trezena de Santo Antônio, estando previsto a
Bênção do Santíssimo.
As reverências ao protetor dos pobres serve de alento a muita gente
dessa classe social. A dona de casa Severina Geralda Ferreira, 75 anos,
por exemplo, sai do Curado, em Jaboatão, para vender lírios
de papel nas portas das igrejas do Recife. O apurado dá para
ajudar na feira da semana.
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