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Técnicos vistoriam prédio que sofreu afundamento
Defesa civil de Jaboatão garante que falha no solo não afetou estrutura
Depois do susto de domingo, os moradores do edifício 4 de julho,
situado na avenida comercial, 6.303, em Candeias, puderam se acalmar.
Os técnicos da Defesa Civil da prefeitura de Jaboatão estiveram
no local, na manhã de ontem, e realizaram uma vistoria para identificar
as possíveis causas do afundamento do solo. Pelo que podemos
observar, a estrutura não foi afetada, garante José
Barbosa da Silva, engenheiro da Defesa Civil. Na manhã de domingo,
por volta das 8h, o piso da frente do prédio, onde se encontra
o sistema de esgoto e o sumidouro da fossa, afundou formando um buraco
de aproximadamente 20 cm de profundidade.
Segundo o engenheiro, o problema pode ter sido causado pelo
uso de materiais inadequados no assentamento das lajotas da garagem ou
pela oxidação da tubulação que passa por baixo
da área. O parecer técnico com detalhamento da vistoria
sairá hoje. Estamos esperando o laudo apontar alguma explicação,
diz Rose Lessa, moradora apartamento do 102.
Ela conta que agora está mais tranquila e poderá voltar
para casa. Eu não tinha condições de dormir
aqui. Ficamos assustados. Três dos quatro apartamentos do
edifício haviam sido desocupados. Eu só não
saí, porque o engenheiro que construiu o prédio fez uma
vistoria e não comprovou nada de errado, justifica Ana Lúcia
Alves, do apartamento 101.
Mesmo tranqüilizados pelos técnicos, os moradores da rua ainda
estão assustados com o que aconteceu. Para eles, o piso afundou
por causa do acúmulo de água provocado pelas chuvas. As
galerias ainda estão cheias. Se houver mais chuvas o problema pode
se agravar. A secretaria de Infra-estrutura tem que intervir antes que
aconteça algo pior, alerta Marcos Oliveira, que mora no edifício
Ana Paula, vizinho ao 4 de julho.
ALAGAMENTOS De acordo com os moradores da avenida
comercial, a prefeitura já havia sido avisada dos alagamentos provocados
pelas chuvas. Desde 1993 esse problema acontece em todos os invernos.
As canaletas existentes não conseguem absorver a quantidade de
água da rua, conta o padre Adiberto, da Igreja Matriz de
Candeias, situada no final da avenida. Domingo, ele mobilizou a paróquia
para fazer um abaixo-assinado e conseguiu 420 assinaturas. Estamos
nos unindo para resolver essa questão, conta.
O comerciante Paulo Jorge Moura Barros, sídico do 4 de julho, também
diz que há muito tempo pede ajuda à prefeitura. Os
moradores têm várias reclamações quanto à
infra-estrutura da rua e problemas de iluminação,
diz. Genivaldo José Ferreira, morador do número 6227 da
avenida, trecho em frente ao edifício 4 de julho, compartilha a
mesma opinião. Quando chove a rua fica completamente alagada
dificultando o acesso e a locomoção de carros e pessoas.
Eu tenho uma filha deficiente que não pode nem sair de casa,
reclama.
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