Terça
13 de Junho de 2000

Técnicos vistoriam prédio que sofreu afundamento

Defesa civil de Jaboatão garante que falha no solo não afetou estrutura


Depois do susto de domingo, os moradores do edifício 4 de julho, situado na avenida comercial, 6.303, em Candeias, puderam se acalmar. Os técnicos da Defesa Civil da prefeitura de Jaboatão estiveram no local, na manhã de ontem, e realizaram uma vistoria para identificar as possíveis causas do afundamento do solo. “Pelo que podemos observar, a estrutura não foi afetada”, garante José Barbosa da Silva, engenheiro da Defesa Civil. Na manhã de domingo, por volta das 8h, o piso da frente do prédio, onde se encontra o sistema de esgoto e o sumidouro da fossa, afundou formando um buraco de aproximadamente 20 cm de profundidade.
  Segundo o engenheiro, o problema pode ter sido causado pelo uso de materiais inadequados no assentamento das lajotas da garagem ou pela oxidação da tubulação que passa por baixo da área. O parecer técnico com detalhamento da vistoria sairá hoje. “Estamos esperando o laudo apontar alguma explicação”, diz Rose Lessa, moradora apartamento do 102.

Ela conta que agora está mais tranquila e poderá voltar para casa. “Eu não tinha condições de dormir aqui. Ficamos assustados”. Três dos quatro apartamentos do edifício haviam sido desocupados. “Eu só não saí, porque o engenheiro que construiu o prédio fez uma vistoria e não comprovou nada de errado”, justifica Ana Lúcia Alves, do apartamento 101.

Mesmo tranqüilizados pelos técnicos, os moradores da rua ainda estão assustados com o que aconteceu. Para eles, o piso afundou por causa do acúmulo de água provocado pelas chuvas. “As galerias ainda estão cheias. Se houver mais chuvas o problema pode se agravar. A secretaria de Infra-estrutura tem que intervir antes que aconteça algo pior”, alerta Marcos Oliveira, que mora no edifício Ana Paula, vizinho ao 4 de julho.

ALAGAMENTOS — De acordo com os moradores da avenida comercial, a prefeitura já havia sido avisada dos alagamentos provocados pelas chuvas. “Desde 1993 esse problema acontece em todos os invernos. As canaletas existentes não conseguem absorver a quantidade de água da rua”, conta o padre Adiberto, da Igreja Matriz de Candeias, situada no final da avenida. Domingo, ele mobilizou a paróquia para fazer um abaixo-assinado e conseguiu 420 assinaturas. “Estamos nos unindo para resolver essa questão”, conta.

O comerciante Paulo Jorge Moura Barros, sídico do 4 de julho, também diz que há muito tempo pede ajuda à prefeitura. “Os moradores têm várias reclamações quanto à infra-estrutura da rua e problemas de iluminação”, diz. Genivaldo José Ferreira, morador do número 6227 da avenida, trecho em frente ao edifício 4 de julho, compartilha a mesma opinião. “Quando chove a rua fica completamente alagada dificultando o acesso e a locomoção de carros e pessoas. Eu tenho uma filha deficiente que não pode nem sair de casa”, reclama.

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