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Maternidades ainda são poucas
A carência de maternidades públicas e projetos de assistência
às gestantes é alarmante. A última unidade especializada
no atendimento obstétrico, inaugurada no Estado, foi a Barros Lima,
em fevereiro de 1968. De lá para cá, a população
de Pernambuco passou de 5 para 7 milhões de pessoas, segundo dados
do IBGE. E como se não bastasse a falta de investimento nesta área,
duas maternidades que poderiam aumentar a oferta de leitos de obstetrícia
a de Olinda e a de Abreu e Lima estão prontas, mas
sem condição de funcionar. Por falta de dinheiro, nenhum
equipamento foi adquirido.
Sem poder contar com as maternidades, as gestantes acabam sendo encaminhadas
aos hospitais. Na opinião do secretário estadual de Saúde,
Guilherme Robalinho, o aumento no número de leitos para obstetrícia
pode não depender da construção de novas unidades,
mas de uma reestruturação das que já existem. Sabemos
do problema, mas estamos promovendo reformas e lançando novos projetos
para que a população não precise correr de hospital
em hospital. Uma das ações que vem sendo desenvolvida
pela secretaria desde o final do ano passado é o projeto de incentivo
ao parto normal e ao trabalho das parteiras.
Enquanto a população de baixa renda corre atrás de
vagas nas maternidades públicas do Estado, as mulheres de maior
poder aquisitivo se beneficiam da expansão física e tecnológica
do setor privado. A cada ano que passa, aumenta o número de leitos
e os serviços oferecidos nessa área pelos hospitais particulares.
Prova disso está em uma estatística feita pelo Sindicato
dos Hospitais. De 93 a 98, o valor dos impostos cobrados pela Prefeitura
do Recife sobre a receita desses estabelecimentos aumentou 96%.
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