|
Nada de convocação extra
Os deputados estaduais vão ter pouco
o que comemorar no feriado de São João que se avizinha,
porque dificilmente engordarão os seus contracheques em julho com
os chamados jetons. O governador Jarbas Vasconcelos adiantou, ontem, que
não irá convocá-los para um período de sessões
extras durante o recesso parlamentar, previsto para ter início
no próximo dia 1º de julho. Não vejo a menor
necessidade de convocar a Assembléia Legislativa neste recesso
parlamentar, porque não há nada na pauta para enviar e eu
espero que não tenha esse período extra, declarou
Jarbas, após participar da solenidade do lançamento do programa
disque-denúncia, do Movimento Pernambuco contra o Crime, na sede
da OAB.
Ressalte-se que, se não convocar os deputados extraordinariamente
nesse primeiro semestre de 2000, o governador estará repetindo
esse gesto pela segunda vez, já que também não os
convocou em 1999. Aliás, naquele ano, Jarbas conseguiu acabar com
mais um penduricalho da Assembléia Legislativa. Quando, no bojo
do projeto de lei relativo à reforma administrativa do Estado,
ele acabou com a prerrogativa dos deputados de receber dois jetons a cada
período extraordinário, equivalentes, à época,
a R$ 12 mil.
Os deputados recebiam R$ 6 mil na instalação
do período extraordinário e mais R$ 6 mil no final, pelo
comparecimento às sessões. Como se sabe, R$ 6 mil correspondem
ao salário dos parlamentares pernambucanos. De acordo com o departamento
legislativo da Assembléia, o único projeto de maior relevância
em tramitação atualmente na Casa são o que disciplina
a Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado e o que trata do
Fundo de Habitação, enviado recentemente pelo Poder Executivo.
Ainda de acordo com o departamento legislativo, os demais projetos são
de rotina administrativa.
Não há como negar que uma eventual convocação
da AL em julho significa mais um delicado problema para os deputados,
que enfrentam turbulências desde o chamado escândalo do paletó,
auxílio anual ganho por eles, correspondente a um salário
extra, denunciado em janeiro. Depois do auxílio paletó,
veio à tona o escândalo das subvenções sociais
e, na seqüência, aconteceu um novo desgaste com a criação
de 343 cargos comissionados extras.
|
|