Terça
13 de Junho de 2000

Kuerten quer igualar recorde da Seleção

Tenista brasileiro comemorou bi em Roland Garros junto à torre Eiffel

PARIS - Gustavo Kuerten fez pose de campeão num dos símbolos da cidade de Paris, na esplanada de Trocadero, com a torre Eiffel de pano de fundo. Em cenário de cartão postal, Guga deu seu show de sorriso, ergueu a taça dos Mosqueteiros - tradicional troféu de Roland Garros - e revelou seu conhecido bom humor e paixão pelo futebol ao invejar o recorde de tetra da Seleção Brasileira. “Já sou o bicampeão de Roland Garros”, avisou. E ao perguntarem o que espera do ano que vêm no torneio, respondeu. “Quem sabe não chego ao tri e a seguir igualo o recorde da Seleção, com o tetra.”
  
Esta visita a torre Eiffel faz parte de uma tradição nos grandes torneios. Sempre costumam buscar um local típico para fotos diferentes, depois de 15 dias, com o tenista sempre posando de raquete na mão. Agora, foi um dia diferente, mas Guga não esconde a ansiedade por voltar para casa e estar com a família e amigos mais próximos.
  
Enquanto isso não é possível, Guga marcou sua comemoração pelo título num dos endereços mais sofisticados de Paris, o hotel Ritz, em que foi o homenageado por uma festa promovida pelo advogado paulista Manoel Viera, um fã do tenista, desde 1997, quando, por coincidência, acompanhou a conquista do primeiro título. Naquela vez, já havia oferecido o jantar ao campeão de Roland Garros e repetiu a dose, agora, em 2000.
  
Antes do Ritz, Guga quis ficar um pouco com a família e pessoas mais íntimas. Esteve jantando num restaurante na Bastille, cercado por seguranças, e só depois foi a festa em sua homenagem. Posou, mais uma vez, como campeão. Deu autógrafos e esteve simpático.
  
Animado e feliz, cantou e mostrou seus recentes conhecimentos de violão, mas ainda em tom meio discreto. Dançou um pouco, mas esteve sempre discreto com Melissa Arce, uma bonita menina da cidade Santos, litoral paulista, tida como nova namorada, mas que até agora os dois parecem preferir disfarçar. É a vida privada que o bicampeão de Roland Garros opta por não deixar muito aberta e comentada.
  
Antes de deixar Paris, porém, Guga arrumou um tempo para aumentar sua coleção de CDs, uma de suas manias. Foi a uma conhecida e enorme loja na Champs-Elysees. Andou pelos corredores quase sem ser reconhecido, comprou quase tudo que gostou e depois para seu hotel, arrumar malas para o vôo Varig à noite.

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