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Editor exilado pede luta pela informação
O editor do jornal colombiano El Tiempo, Francisco dos Santos Calderón,
que vive exilado na Espanha, defendeu que as associações de Imprensa sejam
mais agressivas na luta pela liberdade de Imprensa. Segundo ele, atos
simbólicos como abaixo-assinados são importantes, mas não bastam. É preciso,
de acordo com ele, que haja um maior apoio internacional e fundos para
a Fundação pela Liberdade de Imprensa.
Calderón fazia matérias contrárias aos interesses do narcotráfico na Colômbia
e foi seqüestrado pelo traficante Pablo Escobar. Sua história inspirou
Gabriel Garcia Marques a escrever “Notícias de um seqüestro”. Há três
meses Calderón soube de um plano para assassiná-lo e saiu dos EUA para
a Espanha.
Segundo ele, exercer a profissão de jornalista na Colômbia continua perigoso.
“Há alguns anos achávamos que em algum tempo tudo melhoraria. Mas hoje
é ainda pior. Não se sabe mais quem é o inimigo. Os jornalistas são alvo
de ações da direita, da esquerda e de narcotraficantes. Estamos pisando
em campo minado’’, afirmou.
A presidente do 7º Fórum Mundial de Editores e diretora do jornal O DIA,
Ruth de Aquino, disse ontem, na saída da cerimônia de abertura do Fórum
e do Congresso Mundial de Editores, que a discussão sobre liberdade de
Imprensa no País é essencial para que venham à tona casos em que jornalistas
são pressionados por autoridades e mesmo por criminosos.
Segundo ela, além de debater a violência contra a Imprensa, o congresso
de editores discutirá a tendência de convergência das mídias, além de
dilemas éticos diários dos editores.
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