Recife, Terça-Feira, 1 de Setembro de 1998

Quatro mulheres são violentadas

Elas foram amarradas, e três, entre elas uma menor, estupradas no apartamento onde viviam, em Paulista

Madrugada de pânico e violência no conjunto residencial da Cohab, em Maranguape I, Paulista. Armado com um revólver, um homem desconhecido invadiu a residência da dona de casa Edileusa Maria Moreira Barbosa, 46 anos, estuprou suas duas filhas, a menor P.J.B., 16, A.C.B., 25 e sua sobrinha L.S.M., 18. O assaltante também tentou violentar uma amiga da família e a dona de casa E., que está grávida de dois meses. As quatro mulheres foram amarradas com os fios do toca-discos e obrigadas a fazer tudo o que o estuprador queria.

Sob ameaça, E. chegou a ajudar o homem a levar os objetos roubados para um terreno baldio próximo ao prédio. Elas ficaram em poder do assaltante por quase duas horas. Além da tortura psicológica, as vítimas tiveram que praticar todo tipo de sexo com o assaltante. A dona de casa Edileusa Barbosa suspeita que o estuprador seja alguém conhecido ou um morador do próprio bairro. "O autor dessa barbaridade conhece muito bem minha família. Quero justiça. Esse bandido precisa ser preso", acrescentou.

Segundo ela, há seis meses, a menor P.J. estava sendo assediada por um rapaz. "Ainda não temos certeza, mas as características desse rapaz são semelhantes a do estuprador", completou. De acordo com a dona de casa, o homem que violentou suas filhas e a sua sobrinha tem pele branca, olhos verdes, com 1m70 de altura e aproximadamente 30 anos. "Apesar dele estar com uma camisa no rosto, não esqueço a sua fisionomia", afirmou.

Edileusa Barbosa contou que, por volta das 2h de ontem, ela voltava de um show no bar do Pirulito, acompanhada da filha P.J.B., quando foi abordada pelo homem. "O cara estava na entrada do edifício", ressaltou. O assaltante forçou as mulheres a subir. No hall do apartamento, a sobrinha de Edileusa, L.S.M., e uma amiga E., que estavam conversando, também foram obrigadas a entrar.

Na sala, a outra filha da dona de casa A.C.B, 25 anos, dormia no sofá. A.C. foi acordada surpresa com o homem dentro da casa. "Ele obrigou a gente a retirar a roupa e depois tivemos que deitar no chão. Fiquei muito nervosa, porque meus dois filhos menores e dois netos estavam dormindo dentro do quarto. Tive medo que ele pegasse as crianças também", desabafou.

A dona de casa contou que não consegue esquecer os maus momentos que passou dentro do próprio apartamento. "As cenas estão vivas na minha cabeça. Ainda posso escutar os gritos das minhas filhas. Enquanto ele transava, falava muita pornografia", comentou. Segundo Edileusa, depois que o homem estuprou suas duas filhas e sua sobrinha, obrigou E. a levar o aparelho de som, um videocassete, algumas fitas e CDs da família. O homem também roubou R$ 235,00, em espécie.

P.J.B. ficou bastante abalada. "Minha filha, que era virgem, está traumatizada porque foi obrigada a fazer todo tipo de sexo com um marginal", revelou. Ontem, no Instituto de Medicina Legal, P.J. estava muito nervosa e por isso preferiu não ser entrevistada. "Ela está com uma hemorragia muito forte", completou a mãe da menor.


Passo a passo
Grávida vira refém do assaltante

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