Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998
Arquivo Os integrantes do grupo de artes visuais Carga e Descarga fazem um trabalho cheio de concreto para mostrar sua visão do Brasil violento

Do lixo à tecnologia

Parte do floyr do Centro de Convenções será transformado em cenário para a instalação e performance de artistas pernambucanos. São eles Paulo Brusky, Delmo Montenegro e Grupo Carga e Descarga (Maurício Silva, Flávio Emanoel, Dantas Suassuna e Márcio Almeida). Eles mostram visões diversas da repercussão da mídia no cotidiano das pessoas no final de milênio.

A fome em várias partes do mundo, da África ao Brasil, passando pela ex-potência soviética, inspirou Brusky a criar sua instalação. Indignado com a ausência de políticas de combate a fome, o artista plástico utiliza do humor e ironia para exercer sua criticidade. "É uma coisa sub-humana". Brusky aponta a fome como a culpada por toda degradação humana.

Paulo Brusky vai utilizar velhos fogões industriais, que ficarão no meio de um tanque desativado. No meio da água, paes. Dentro dos fogões uma televisão exibindo imagens do Lixão de Muribeca.

Mas a munição crítica de Brusky não pára por aí. Ele providenciou a filmagem de um banquete servido no lixão: uma mesa coberta com uma toalha de linho, comida e bebidas importadas servida em meio a urubus para mostrar o contraste.

Delmo Montenegro escolheu a oposição entre o mórbido e as novas tecnologias. Trata do homem que morre e da comunicação através de sistemas eletrônicos.

Papel, barro, asfalto oxidado, computadores e aparelhos de tv são os elementos dos artistas plásticos Maurício Silva, Flávio Emanoel, Dantas Suassuna e Marcílio Almeida, do Grupo Carga e Descarga, para apresentar suas visões sobre o Brasil. A temática central é a violência cotidiana.


Programação da praça de eventos do Centro de Convenções

Fale conosco diario@dpnet.com.br

MAPA BRASIL ECONOMIA ESPORTES HISTÓRIA HUMOR
INFORMÁTICA INTERIOR MUNDO VEÍCULOS VIAGEM VIDA URBANA VIVER