(Atualizado no dia 30/4/1998)

Meu carro

Primeiro carro a gente nunca esquece

Maria Teresa Martins

Sou uma alucinada por carros, desde que ainda era pequena. Morei muito tempo nos Estados Unidos e acredito que isso tenha me influenciado bastante porque lá existe uma variedade muito grande de automóveis. Outro detalhe que também pode ter contribuído para esta paixão foi o fato de poder começar a dirigir aos 16 anos, já que a legislação americana permite. Ficava olhando os modelos e procurava sempre saber qual era a sua marca, e observava as diferenças de uma versão para outra. Hoje, só para se ter uma idéia, minha paixão é tanta e interesse que assino quase todas as revistas americanas que abordam o assunto. Meu pai também sempre gostou muito de carros, acho que também é um pouquinho de herança. Ainda quando morava lá, ganhei meu primeiro carro. Era um Volvo 740, ano 89. O automóvel era muito grande, parecia com uma ambulância e pra completar, ainda era branco. Chamava muito a atenção das pessoas nas ruas. Tive muita raiva logo que ganhei, porque até para estacionar era difícil, mas acabei me acostumando. Realmente, o primeiro carro a gente nunca esquece.

A escolha de meu pai foi baseada no histórico da marca, que tem entre as suas características, a segurança. Logo em seguida, comprei um Mercedes 190, preto. Um carro menor, muito confortável e fácil de manobrar. Daí, pulei para um Honda Civic cupê, duas portas. Um carro bastante esportivo, também era preto. Acho que esta cor é mais elegante, torna o carro mais clássico. Em seguida, comprei um Honda Accord, quatro portas, azul, e, agora, estou com um Honda Civic verde. Não tinha este modelo na cor preta e aproveitei para mudar. É um excelente carro para dirigir, também é esportivo.

Embora já tenha tido bons carros, ainda sonho com um Honda Accord cupê que, até então, não é vendido no mercado brasileiro. Vou esperar chegar e, quem sabe, comprarei um. Na hora de comprar, valorizo o conforto que o automóvel oferece. Depois, o que pesa é o quesito segurança, como o air-bag duplo e freios ABS, e, para fechar o pacote, o design. Se pararmos para analisar estes itens, podemos observar que os modelos nacionais não deixam a desejar. Ao contrário. No caso do Honda, o modelo nacional está bem melhor porque traz inovações.

Não sou uma motorista que adore correr exageradamente, só quando estou em estradas, mas nada em excesso. Sou uma pessoa muito cuidadosa. Basta cair um fio de cabelo no carro, que já mando lavar e aspirar. Lavo meus veículos todos os dias. Também faço questão de obedecer os períodos indicados para as revisões. Sou muito detalhista. Qualquer barulhinho, já estou lá na concessionária para ver do que se trata.

Acho que é por isso que meus carros são vendidos com muita facilidade. Quando digo que quero vender, não passo mais de um dia com ele. Fico em média dois anos com um automóvel. Outro que eu tenho muita vontade de ter é o Honda NSX, bastante esportivo. Quem sabe um dia.

Gerente Comercial

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