Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998

Notas

Bruxo mata 42 mulheres

Um juiz indonésio pediu a pena de morte para um bruxo depois de considerá-lo culpado da morte de 42 mulheres em Jacarta. Em seu veredito, o magistrado Hogoaro Harefa, do tribunal do distrito de Lubuk Pakam, na província de Sumatra do Norte, afirmou que o bruxo Ahmad Suraji tinha assassinado essas mulheres como parte de um ritual de magia negra. As mulheres foram enterradas nas terras que pertencem ao bruxo, com as mãos amarradas às costas. Ele declarou-se inocente.

Teste para estuprador

Cerca de 20 mil homens devem se submeter a um teste de DNA na região de Struecklinge, Baixa Saxônia (Alemanha), para identificar o assassino de uma menina de 11 anos. O jornal Bild informou que os habitantes do sexo masculino, entre 18 e 30 anos da área, foram convocados a fazer a identificação genética. Embora o teste seja voluntário, quem se recusar será considerado suspeito. A polícia tenta esclarecer a morte de Cristina Nytsch, de apenas 11 anos, que foi estuprada e estrangulada no dia16 de março.

Conversações de paz em Londres

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, manterão reuniões em separado amanhã, em Londres, com a secretária de Estado americana, Madeleine Albright. O objetivo do encontro é tentar retomar as negociações para acordos de paz entre israelenses e palestinos. Netanyahu, porém, já declarou que não há garantias de que os encontros cheguem a um acordo sobre a retirada militar israelense na Cisjordânia. "A questão não consiste em saber se chegaremos a um acordo amanhã ou depois de amanhã". O primeiro-ministro insistiu que a decisão sobre a magnitude da retirada militar diz respeito apenas a Israel.

Cerveja faz juiz deixar o cargo

O juiz Ralph Baldwin, do Tribunal de Lakewood, Washington, anunciou que deixará o cargo por ter comemorado com cervejas bem geladas o final de um processo, no qual ironicamente o réu foi condenado por dirigir em estado de embriaguez. Segundo os integrantes do júri, Baldwin, que está apenas há quatro meses no cargo, os forçou a acompanhá-lo em um brinde. "Está tudo certo, eu renuncio" declarou o juiz após uma audiência. "Foi uma estupidez. Quanto mais penso, mais considero que fui um louco".


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