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| Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998 |
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EUA e Israel, caso de amor Norte-americanos respaldaram a criação do Estado judeu e garantem sua sobrevivência Patrick Worsnip WASHINGTON - O aniversário de 50 anos da fundação de Israel marca as bodas de ouro com os Estados Unidos, país que ajudou a assegurar a sobrevivência do Estado Judeu em meio aos vizinhos árabes que sempre tentaram destruí-lo. Pelo menos é o que os líderes norte-americanos e israelenses dizem. Mas muitos árabes olham esse relacionamento de forma diferente. Para eles, Israel é a criança superprotegida da América que tem permissão para ocupar terras de outras pessoas em nome das suas preocupações com segurança, de um modo como nenhum outro país teve permissão para fazer. Todos concordam que, para o bem ou para o mal, a relação entre Israel e Estados Unidos é uma interdependência única. DEVOÇÂO Para Israel, os Estados Unidos são o único país que seu governo não pode alienar, que cuida de sua segurança, mantém uma ajuda anual de US$ 3 bilhões para as áreas civil e militar, e que defende suas ações, algumas vezes sozinho contra o resto do mundo. Para os Estados Unidos, Israel é o país estrangeiro para quem qualquer político com aspirações nacionais deve jurar devoção incondicional. Todo presidente norte-americano desde Harry Truman, que reconheceu Israel horas depois de sua proclamação dia 14 de maio de 1948, até Bill Clinton, presta tributos ao Estado Judeu uma vez ou outra. O democrata Jimmy Carter, presidente entre 1977-81, disse que a sobrevivência de Israel não é apenas um assunto político, é uma obrigação moral. O republicano Ronald Reagan (1981-89) chamou Israel de terra de estabilidade e democracia numa região de tirania e desassossego. ATRITOS Como muitos dos casos de amor, este entre Israel e os Estados Unidos nem sempre correu bem, particularmente nos primeiros anos de Israel, quando muitos oficiais norte-americanos acreditavam que os principais interesses de Washington se concentravam no mundo árabe. Na crise do canal de Suez, em 1956, por exemplo, os Estados Unidos se opuseram a um ataque de Israel, Inglaterra e França contra o Egito, e forçaram Israel a deixar o deserto do Sinai virtualmente de mãos vazias. |
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