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| (Atualizado no dia 1/5/1998) |
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A esperança para quem sonha com uma sociedade governada por trabalhadores Manoel José dos Santos Neste 1º de maio de 1998, a classe trabalhadora brasileira, rural e urbana, em sintonia com os trabalhadores de todo mundo, reflete e projeta suas ações em relação ao difícil momento que atravessam todos aqueles que fazem do trabalho mais do que uma condição de sobrevivência mas também a essência da cidadania e da dignidade do homem e da mulher. A nível internacional, os trabalhadores se defrontam com a monstruosa feição do capitalismo selvagem encarnado no sistema denominado neoliberal que faz da concorrência e do mercado, os deuses supremos de uma sociedade tremendamente marcada pela injustiça e pela desvalorização do trabalho. No nosso Brasil, o Governo Federal assumiu a máscara do neoliberalismo e às custas da estabilidade da moeda, injetou na sociedade brasileira o vírus mortal do desemprego avassalador, da exclusão social e da violência que ceifa as vidas de jovens trabalhadores do campo e da cidade. Na Região Metropolitana do Recife, exemplificando, o DIEESE constata cerca de 289 mil desempregados nomês de fevereiro deste ano, quadro este que se agrava se incluídos os milhares chefes de famílias que estão sem ocupação na região canavieira do Estado. Com a expectativa de um crescimento inferior a 2% do PIB, fruto do atrelamento da política econômica nacional aos grandes centros financeiros internacionais, a situação social tende a piorar em face da existência de um grande contingente populacional que vive abaixo da linha de pobreza no país No Nordeste e em especial no nosso Pernambuco, a seca volta a jogar na miséria homens, mulheres e crianças, os quais na entrada do terceiro milênio são vítimas indefesas das forças naturais que de há muito poderiam ser controladas por obras estruturadoras de combate aos efeitos da seca, porém, esbarram nas forças políticas do conservadorismo que utilizam a estiagem prolongada para manter o seu poder através do assistencialismo que não resolve o problema da miserabilidade da região nordestina. Não devemos, porém, apenas constatar as nossas dificuldades e problemas. O 1ºde maio, também é o nosso dia de protesto. Protestar contra o salário mínimo de R$ 130, o mais baixo da nossa história; contra o desemprego, contra a violência, contra a ausência de políticas sociais públicas, contra a lentidão da reforma agrária, contra a falta de acesso ao crédito pela agricultura familiar, contra os obstáculos políticos e burocráticos que são colocados para que trabalhadores e trabalhadoras rurais não tenham acesso aos benefícios da previdência rural; contra o voto em políticos que pedem o apoio dos trabalhadores e que depois decidem de forma contrária aos interesses populares. Vamos fazer deste 1º de maio, igualmente o nosso Grito da Esperança que fará com que se mantenha aceso nosso grande objetivo: criar uma sociedade governada pelos trabalhadores como único caminho da nossa total libertação das correntes do capitalismo e de seus representantes políticos. É presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) |
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