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| Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998 |
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Expresso Futebol Clube Conhecido por ter o seu presidente executivo como cabeça-de-área da equipe, o 1º de Maio, de Petrolina, está prestes a ficar conhecido por um outro detalhe bem curioso: concorre ao título de clube mais viajado do país. Quilômetros rodados para isso não lhe falta. Em pouco mais de noventa dias de competição, os sertanejos já percorreram mais de 12.400 km de estradas, buracos e tentativas de assaltos, numa peregrinação de dar inveja a pagadores de promessa, a bordo de um ônibus Mercedes Benz. E o pior é que o time bem que poderia aproveitar as longas horas de viagem - até agora quase 190 - para pedir ajudar aos santos, já que a situação do clube na segunda fase está pra lá de complicada. Já sem chances de classificação à próxima fase, só resta ao 1º de Maio se preparar para a repescagem que definirá os quatro que cairão para a segundona do ano que vem. Mas o que fazer, quando se passa mais tempo enfurnado num ônibus que nos campos de treinamento e concentração? "Nossa avaliação do aspecto físico é noolhômetro mesmo, porque não temos condições de fazer um trabalho mais planejado", contou o preparador físico da equipe, Cupira. Segundo ele, com as constantes viagens, muitas vezes o atleta só chega treinar dois dias na semana. "Nosso desgaste, às veze, é maior nas viagens do que no próprio jogo", reclamou o técnico Ambrósio Rodrigues, que culpa também a FPF por uma elaboração de tabela pouco racional. "Somos vítimas da tabela. Jogamos com o Sport, na Ilha, num final de semana, e no outro domingo, temos o Porto, em Caruaru. Ideal seria que essa partida fosse no meio-de-semana porque sairíamos do Recife, faríamos uma escala em Caruaru para enfrentar o Porto e seguiríamos de uma vez para Petrolina", lamentou. "Chegamos todo quebrado para jogar uma partida. Infelizmente, não temos condições financeiras para chegar com uma antecedência necessária para descansar", contou o zagueiro Carlão. Mas não é só o cansaço e a monotonia de uma viagem de doze horas, por exemplo, que preocupam jogadores e comissão técnica. "Depois de um jogo em Serra Talhada, quase fomos roubados. Tivemos que passar por cima de uma barreira armada pelos assaltantes na estrada", contou o preparador de goleiro, seu Orlando, que, a exemplo do presidente-jogador Ronaldo, dá mostras de versatilidade, e é também o motorista do clube. Com a partida de hoje, contra o Porto, o 1º de Maio completa os 13.700 km de chão, distância mais que suficiente para chegar à Alemanha. ÔNIBUS Depois do jogo do último domingo, quando foi goleado pelo Sport por 4x1, os jogadores do 1º de Maio deixaram os vestiários e foram direto para o ônibus. Quando o seu Orlando tentou dar partida, o veículo não pegou. Resultado: os jogadores tiveram que descer para aquele empurrãozinho e seguir para mais uma longa viagem. |
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