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| Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998 |
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Rotweiller tricolor SÃO PAULO - Rotweiller, cão de raça: cabeça grande, perna grossa, negro, corajoso, obediente, obstinado, ágil e feroz. Alexandre, jogador do São Paulo: cabeça grande, perna grossa, negro, corajoso, obediente, obstinado, ágil e feroz. O apelido, dado pelo amigo Bordon, encaixa-se perfeitamente no símbolo da melhor campanha que o São Paulo realiza nos últimos tempos. Desde que entrou na equipe titular, contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, o time não perdeu mais. Pelo contrário: só venceu, dez vezes consecutivas. "Eu já me dei conta disso: desde que ele entrou, nós só ganhamos", afirmou o técnico Nelsinho Baptista. Normalmente econômico nos elogios, se derrete ao falar de Alexandre. "Ele está jogando muito e soube aproveitar sua chance". Com as chegadas de Gallo e Capitão, Alexandre, de 19 anos, foi relegado ao time de aspirantes no início do Paulista. Soube que iria enfrentar o Grêmio, em 19 de março, pela Copa do Brasil, substituindo o machucado Sidney, apenas três horas antes do jogo. "Quando o professorNelsinho disse que eu iria jogar, primeiro eu gelei, mas depois pensei: é a chance da minha vida". Desde então, Alexandre não deu a menor chance aos reservas. O volante contou com o apoio dos pais desde que era empacotador de um supermercado em Brotas. "Aos 11 anos, eu trabalhava no supermercado e jogava nos fins de semana". Ele teve respaldo para, três anos depois, largar os estudos e tentar a sorte no Rio Branco. Desde então, tudo foi muito rápido. Seguindo os passos de Flávio Conceição e Marcos Assunção, logo chamou a atenção do São Paulo. Convocado recentemente para a seleção de novos, não foi liberado, assim como Fabiano e Fábio Aurélio. Nelsinho só cedeu Sidney e Edu. Defeito: "Sou desligado e erro passes bobos". Talvez nesse aspecto, se diferencie dos rottweilers. "Não me importo com o apelido, mas tenho medo de cachorro". |
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