Em 15 de maio começam os vôos saindo de Congonhas em direção a Belo Horizonte, já sob o mesmo modelo da ponte aérea, que permite uso de aviôes de ambas companhias, transportando passageiros da outra, sem necessidade de endosso de passagens. As duas empresas aguardam a autorização para os vôos para Curitiba. Os representantes do setor aéreo estiveram na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados para falar sobre a queda de tarifas e a segurança de vôo. O presidente da Transbrasil, Omar Fontana, criticou a política de descontos no valor das passagens implementada pela maioria das empresas aéreas e estimulada pelo governo. Segundo ele, com 33% de descontos, em 1997, o setor conseguiu ter um lucro de R$ 400 milhões. Mas, se a margem de descontos ultrapassar 40% do valor das passagens, todas as empresas terão prejuízos. "Esta guerra é uma miragem, por que é ilusória e leva à quebra das empresas", afirmou.
Fontana afirmou que se os descontos chegarem a 40% da tarifa, o prejuízo será de R$ 300 milhões. Com 45% de descontos, o resultado das empresas será negativo em R$ 600 milhões e com 50% de descontos, o prejuízo chega a R$ 1 bilhão para o setor. "É um resultado medonho", disse. Ele lembra que, com estes descontos, a demanda de novos passageiros cresceu apenas 15% e a oferta aumenta 25%.