Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998

Empresas aéreas devem fechar acordo operacional

BRASÍLIA - A Vasp e a Transbrasil vão manter a ponte-aérea Rio-São Paulo e pretendem ampliar este acordo operacional para outras linhas no país. As duas empresas desejam dividir os vôos que, pelo "pool" de empresas aéreas, são hoje de responsabilidade da Varig, caso esta confirme a intenção de abandonar a ponte-aérea Rio-São Paulo. Além disso, querem operar juntas nas rotas que ligam São Paulo a Curitiba e São Paulo a Belo Horizonte.

A saída da Varig, porém, ainda não foi confirmada. O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), brigadeiro Mauro Gandra, afirmou que não foi comunicado pela empresa, nem o Departamento de Aviação Civil (DAC) recebeu qualquer informação a respeito. Caso ocorra a decisão, ele admite que poderá haver transtornos para o usuário, mas não será uma situação incomum em rotas de grande movimento. "A linha Washington-Nova Iorque é assim, sem acordo", disse.

O presidente da Vasp, Wagner Canhedo, admite também que caso a Varig decida sair do acordo estará criando dificuldades para o passageiro, que serão superadas. "A Varig não fará falta", disse. Como o acordo da ponte-aérea prevê que 50% dos vôos da linha são operados pela Varig, a Vasp e Transbrasil pretendem pedir autorização do DAC para operar esta fatia do "pool". Vasp e Transbrasil pensam inclusive em procurar novos parceiros para o acordo. Uma das preocupações de usuários é o fim de vôos vespertinos, que tradicionalmente têm pequena ocupação de lugares. 


Vôos começam ainda este mês

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