Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998

Novo fundo de desenvolvimento regional é alternativa

A ausência de uma política de desenvolvimento incentivou economistas nordestinos a elaborarem o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR). Engavetado há cerca de dois anos, o FDR começa a ser rediscutido. De acordo com a proposta do projeto, o fundo somaria todos os recursos destinados ao Finor, Finam, FNO, FNE e FCO e outras formas de incentivos regionais num só plano de ação.

O fundo teria o objetivo de apoiar as sub-regiões que apresentem níveis de produtos per-capita inferiores a 75% da média nacional ou que apresentem evolução econômica desfavorável refletida por um crescimento menor que 50% da taxa de aumento do PIB nacional. Segundo Romão, para ter um grau de retorno maior, multiplicador para o país, o fundo deveria estar inserido num projeto nacional.

A estrutura de funcionamento do Finor sofre com seus erros de origem. À medida que novos financiamentos iam sendo solicitados, o fundo não tinha caixa para honrar os empréstimos. Há três anos, o déficit crônico do Finor atingiu seu auge. Eram quaseR$ 3 bilhões comprometidos com projetos e apenas R$ 300 milhões disponíveis. "Seriam necessários dez anos para zerar os compromissos, isso se não entrasse nenhum novo projeto", observa o economista Maurício Romão.

A pequena carência para resgate das debêntures, de dois anos e meio, também gera distorções. Muitos empresários que não começaram a operar efetivamente e não estão registrando lucro, são obrigados a pagar o empréstimo.

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