Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998

Data especial foi iniciativa de feministas

As mães ganharam um dia especial no calendário brasileiro por iniciativa de um grupo de feministas, da Federação Pelo Progresso Feminino, em 1932. As feministas pressionaram o Governo Federal para instituir, oficialmente, a data dedicada à mulher, que acabou sendo apropriada pelo comércio como um grande filão para incrementar as vendas. Com o tempo, o mês de maio tornou-se o segundo Natal do segmento varejista.

Quase 20 anos depois das mães, em 1955, foi a vez dos pais brasileiros terem seu dia reservado no calendário. A data era comemorada discretamente, no Rio de Janeiro, e foi impulsionada em uma jogada de marketing, no segundo domingo de agosto, do jornal Folha da Manhã, em São Paulo, com a colaboração de várias emissoras de rádio. Nesse dia, foram lançados quatro discos por gravadoras em homenagem aos pais, que já tinham sua data comemorativa no exterior.

O Dia dos Namorados começou na Roma antiga, em festivais onde jovens tiravam o nome de sua próxima namorada de uma urna. Há quem registre a origem desse dia também, no século VII, como o Dia de São Valentim, que fazia casamentos secretos contrários às ordens do imperador romano Cláudio, que o torturou. No Brasil, a data está associada a Santo Antônio, o casamenteiro, que é homenageado no dia seguinte, 13 de junho.

A instituição do Dia das Crianças no Brasil é atribuída a um executivo da fábrica de brinquedos Estrela. Com verba para criar uma promoção, Eber Alfred Goldberg lançou a Semana da Criança, em outubro, e a data acabou sendo explorada pelo comércio. Criada em 1993 por três grandes indústrias de lingerie, para ser comemorada em setembro, o Dia dos Amantes ainda não decolou. A idéia era aumentar as vendas de roupas íntimas nos meses de baixo consumo, mas a data ainda é vista com reserva pela maioria dos lojistas.

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