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| Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998 |
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Bancos se rendem ao Dia das Mães Bradesco saiu na frente e lançou uma promoção, reduzindo a taxa de juros de linhas de crédito pessoal Até os banqueiros respeitam as mães. Ou pelo menos tentam tirar proveito do dia delas. Que o diga a promoção lançada pelo Bradesco: redução temporária de juros de duas linhas de crédito pessoal. A taxa caiu de 6,80% para 3,05% ao mês e o desconto do cheque pré-datado para lojista baixou de 4,50% para 2,95%. A intenção é "alavancar os negócios para o comércio", segundo o diretor departamental do banco, Odair Rebelato. Na prática, a redução de juros influi no pagamento da seguinte forma: para uma compra de R$ 300, o valor total do bem sai por R$ 320,40, se aplicada a taxa de 6,80%. Com taxa de 3,05%, a compra fica por 309,15. Se esse mesmo dinheiro fosse colocado, por um mês, na caderneta de poupança, ao fim de 30 dias, ficaria em R$ 303,00. Isso significa uma diferença de R$ 17,40 ou 5,7%, no final das contas. A promoção, até agora, não ganhou muitas adesões. Só o Banco do Brasil, que já tem taxas menores que as atuais do Bradesco, irá lançar uma campanha de redução temporária das taxas. Mas, existem outros bancos com taxas inferiores às apresentadas pelo Bradesco. É o caso do Banco Rural. O diretor da instituição, Válter Leite, afirma que já opera com taxas mais baixas. "Só não fazemos alarde disso. O importante é oferecer condições para o cliente de 1º de janeiro a 31 de dezembro, sem prazo para encerrar o serviço", alfineta Leite. Outra instituição que tem taxas menores que a promoção do Bradesco é o Banco do Brasil. O superintendente executivo da área de negócios comerciais do banco, Edson Monteiro, informou que já está sendo preparada a campanha publicitária mostrando a flexibilização temporária do juro do desconto do cheque pré-datado. Hoje, é de 2,10% ao mês para o desconto de cheque e adiantamento de fatura de crédito Visa. A preocupação do Banco HSBC Bamerindus é ter uma política constante da taxa de juros. A promoção do Bradesco foi classificada de provocação, pelo diretor de produtos da instituição, Paulo Renato Steiner, e, segundo ele, não será respondida. "Nosso objetivo é oferecer negócios justos aos nossos clientes", dispara Steiner. MÉDIA A média do mercado do juro do crédito pessoal era de 6,38%, em março, segundo informações da pesquisa do Procon, junto a 13 bancos. Válter Leite afirma que, até o fim do ano, as correções vão ficar em torno de 2% ao mês. "Com isso, será possível ter fôlego para investimentos da indústria, incremento nas vendas do comércio e a geração de emprego", profetiza Leite. O mercado aponta a tendência de queda dos juros no Brasil. "Não temos condições de suportar esse índices. Não tem economia que resista a isso", observa Leite. Se for comparar com os índices aplicados em outubro passado, época da crise asiática, as taxas de agora estão menores, mas ainda são altos, em relação ao mercado internacional. A assessoria de Imprensa do banco Itaú avisa que a instituição não fará nenhuma redução de suas taxas. Os bancos Real, Excel e Unibanco não se pronunciaram a respeito da diminuição dos índices aplicados. De acordo com a pesquisa realizada pelo Procon, a taxa de crédito pessoal dessas instituições é de 6,73%, sendo a maior 8,20% (Itaú) e a menor 4,50% (Real). |
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