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| Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998 |
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Benefícios aumentam as despesas em 54% RIO - O aumento dos benefícios pagos aos empregados domésticos, que poderão ter direito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), jornada de trabalho de 44 horas semanais e pagamento de horas extras, entre outros já existentes, poderá elevar em até 54% a despesa das famílias que pagam um salário mínimo para os empregados domésticos, assim como os encargos hoje obrigatórios. Nesse caso, o desembolso do empregador, no final do mês, pode aumentar R$ 116,48. Isso significa que ele gastará R$ 246,48 para ter um empregado que embolsa R$ 130 de salário. No caso daquelas que pagam dois mínimos, a despesa será de R$ 429,47 (com aumento real de 37% no custo). Para quem paga três salários, a despesa real aumentará 31%, significando o desembolso de R$ 615 mensais. CÁLCULOS Os cálculos foram feitos pela Gorin Auditoria e Contabilidade Fiscal e partem de alguns pressupostos: de que o empregado já recebe benefícios como férias, 13º salário, tem pagos os 12% do INSS, só trabalha de segunda a sexta-feira e não dorme no trabalho, pegando quatro conduções para ir e voltar para casa. O custo dos novos benefícios foi dividido por doze meses e, por último, foi considerada a permanência por onze horas no trabalho, sendo pagas, diariamente, o equivalente a 1h12m de hora-extra. PESO Um dos itens que mais pesou nas simulações foi o pagamento de vale-transporte. Outro item de impacto foi a hora-extra, que custará R$ 70,20 para os empregadores que pagam três mínimos. A empresária Vera Loyola, tem quatro empregados domésticos e achou que o projeto de Lei, que ainda precisa ser aprovado no plenário da Câmara, poderá provocar demissões, aumentando o desemprego. Ela afirma pagar todas as obrigações legais, mas achou "complicado" o cálculo de horas-extras. Vera paga cinco salários para sua cozinheira, além de manter os três netos da funcionária em escola particular. |
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