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| Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998 |
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Candidatas pecam pelo exagero Mulheres devem optar por roupas sóbrias para causar boa impressão e se dar bem na entrevista profissional SÃO PAULO - Mulheres que querem se sair bem numa entrevista profissional devem olhar no espelho antes de sair de casa. Conferindo: tailler, cabelos mais curtos, meia fina. Pronta? Não. "A mulher peca em geral pelo exagero", afirma a vice-presidente do Grupo Catho, Silvana Case, uma das coordenadoras da pesquisa sobre o figurino ideal dos executivos. Se o clássico tailler marcar o quadril, melhor trocar. Nada o que chame atenção para a beleza feminina - seu corpo curvo, no caso - deve prevalecer no visual. "A mulher candidata não deve chamar atenção para o seu lado pessoal e sim para o profissional", diz Silvana. Resolvido o problema do quadril - que exige a eliminação de tecidos como licra e outros colantes -, é preciso pensar no decote. Profundos estão fora do figurino. Transparências, nem pensar. A lingerie deve ficar escondida. Mas não acabou. Mulheres jovens ou de meia idade cometem lá os pecados de sua geração. As mais velhas em geral gostam de unhas longas e pintadas de cores fortes, mas estas causam impacto profissional ruim. Melhor tirar jóias e bijuterias que possam estar em excesso, assim como lenços misturados com colares. A maquiagem deve ser leve, por mais que uma base pesada esconda melhor as imperfeições. A tintura do cabelo não pode ter falhas e nem ser berrante. ACESSÓRIOS As jovens podem esquecer os anelões de indicador e médio, as sopreposições de bijuterias, os 845 furos na orelha que fizeram furor na faculdade. De piercing nem é preciso falar. Tatuagens, que no verão foram o máximo, devem ficar cobertas. Elásticos coloridos devem ficar na gaveta, assim como adereços de cabelo de forma geral. Se estiver de sandálias para a entrevista, é preciso cuidado para não parecerem nem esportivas e nem sociais demais. Anéis para dedos do pé, moda no verão carioca 98, devem ficar para o fim-de-semana. Elegante e discreta é a fórmula do mundo dos negócios, ensina Silvana. Mas não apenas para cargos altos. "Para uma operária, as regras são as mesmas, pois mesmo com roupas mais simples ela deveparecer confiável e competente porque vai trabalhar numa empresa, sujeita às regras do mundo dos negócios". Somente no ramo das artes e da criação a lógica muda. Publicitárias, gente ligada à mídia e artistas podem e devem ser diferentes. De volta ao espelho: depois de considerar todos os itens acima, a mulher agora está pronta para a sua entrevista profissional. Será? Na maior parte dos casos, conta Silvana, ela está pronta não para a entrevista e sim para o banho. É que nove entre dez mulheres, a esta altura, cometeram um pecado que não apareceu no espelho: exageraram no perfume. E nove entre dez entrevistadores não suportam futuras funcionárias perfumadas. |
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