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| Recife, Domingo, 3 de Maio de 1998 |
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Terno escuro e tailleur são trajes ideais para o sucesso Pesquisa aponta o melhor figurino para executivos à procura de emprego SÃO PAULO - Se você conhecesse dois banqueiros gêmeos, um estivesse vestido com terno azul-marinho e outro de terno bege, para qual deles confiaria seu dinheiro? Provavelmente, a maior parte das pessoas entregaria as suadas economias para o de terno azul-marinho, segundo aponta uma pesquisa do Grupo Catho sobre o figurino ideal do executivo, em especial o que está procurando emprego. O grupo, especializado na colocação de executivos no mercado de trabalho, ouviu 1.356 pessoas em cargos de comando. O azul escuro dá confiabilidade ao profissional - cores escuras de modo geral -, segundo 67% dos ouvidos. Assim como o sóbrio tailleur, o conjunto de saia e paletó que se transformou numa espécie de uniforme feminino no mundo dos negócios. É o terno para mulheres, preferido por 62,99% dos executivos que entrevistam candidatas. Não há explicação lógica para as preferências, lembra o fundador da Catho, Thomas Case. Impressões são impressões, e a experiência mostra que muitas vezes elas são mais determinantes para o sucesso do candidato do que seu currículo. O bom senso deve imperar nessa área, mas nem sempre é fácil. Como convencer uma mulher candidata que, mesmo se achando mais bonita e desejada pelo sexo oposto de cabelos longos, ela deve deixar essa lógica de lado quando o assunto é profissão? A Catho recomenda, sem dó: tesoura na cabeleira. Algumas não se rendem, e em compensação demoram muito a conseguir uma colocação, de acordo com Case. Os cabelos curtos para a candidata a um emprego são preferidos por 90,06% dos executivos. A exigência de maquiagem leve é outro ponto que costuma despertar o inconformismo das mulheres - tanto daquelas que detestam pintura no rosto como nas que adoram e por isso carregam demais. E a barba nos homens é debate que nas empresas de colocação de pessoal chega a tomar dimensões inimagináveis. Alguns doutores e PHDs, executivos experientes, chegam ao ponto de apelar para o discurso irado: "Tenho barba há 20 anos e não vou tirar"; "Minha barba sou eu"; "Meus filhos não me reconheceriam sem barba"; "Minha mulher não me aceita sem barba", e por aí prossegue o texto dos revoltados-porém-convictos barbudos, conta o dono da Catho. Para tristeza deles, candidatos sem barba ou bigode têm mais chances de conseguir uma vaga, na comparação com os barbudos, segundo nada menos que 90% dos ouvidos. "Fidel Castro mantém sua barba somente porque não está procurando emprego", diz Case. "Mas até Fidel, quando quer passar imagem confiável, opta pelo terno azul marinho." Exemplo: no recente encontro com o Papa, a imagem que percorreu o planeta foi a de um sóbrio Fidel, de terno escuro, ao lado de João Paulo II. Cabelos compridos nos homens, nem pensar - é recusado por 99,7% dos entrevistadores. Nesse ponto, as exigências são democráticas e a tesoura tem que funcionar nos salões masculinos ou femininos. Mas a mulher de estilo esportivo sai perdendo num ponto, pois terá de abrir mão de suas calças compridas em entrevistas. De preferência, na vida profissional como um todo, se quiser ser consideradaem promoções. Somente 6,% preferem candidatas de calças, segundo a pesquisa da Catho. A explicação é: "machismo puro", como define Case. |
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