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O atentado que abalou o país
Há 17 anos, os militares linha-dura jogavam, com a bomba do Riocentro, sua última cartada contra a abertura
Sérgio Augusto Da equipe do Diário
O primeiro de maio deixou de ser uma data que lembre apenas a festa do Dia do Trabalho em Pernambuco e no Brasil. Este dia também lembra atentados, ameaças, mortes e o suspiro final do regime ditatorial imposto à nação. Hoje faz 17 anos que o país foi sacudido pela explosão do Riocentro, um atentado tramado pela extrema direita para ensanguentar a festa da juventude alusiva à data e interromper o processo de abertura política. Estávamos em l981 e a linha dura já tinha provocado dezenas de atentados, causando mortes, o que fez o então general-presidente João Batista Figueiredo desabafar: "Eu prendo e arrebento quem for contra a abertura".

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