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| Recife, Domingo, 26 de Abril de 1998 |
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Há 150 anos Quarta-feira, 26 de abril de 1848. Avisos Diversos. - O brigadeiro José Joaquim Coelho, comandante das armas nomeado para a província da Bahia, embarca, para o serviço de sua família, que conduz para a dita província, os seguintes escravos: Damião e Manoel, pretos crioulos; Joana e Ursulina, pardas; Maria, preta; e Félix, menor, filho desta. A vista do anúncio de João dos Côcos, responde o Jorge arrefestelado ao casquilho I.A.N. que, apesar de sua mercê ter fumaças de Inglês, deve guardar os seus godemes para depois de morto, segundo se usa lá na terra dos muães... mesmo porque, sendo mister Muã um tremendíssimo pancada enquanto vivo, claro está quando deve redobrar depois de morto: em razão, pois, desta lembrança, aconselha o mesmo Jorge arrefestelado ao dito I.A.N. que é melhor sua mercê continuar na arte que usa quando quer, qual lord Maxakas, passeiar airoso num soberbo burro de seiscentos!!! do que importar-se com os côcos que os outros bebem: até a volta, mister Romper de Nuã. O Jorge Ilhéu Inglês Pancada. Há 100 anos Terça-feira, 26 de abril de 1898. Revista Diária. - O. Olegária Gama Carneiro da Cunha. - Faleceu no domingo último, nesta cidade, a distinta senhora, D. Olegária Gama Carneiro da Cunha, virtuosíssima e prezada esposa do Exm. Sr. José Mariano Carneiro da Cunha. Era a finada, filha deste Estado, onde nasceu a 18 de setembro de 1859, sendo seus pais, José Eustáquio Fernandes Gama, já falecido, e D. Olegária Duarte da Costa Gama. Casou a 6 de março de 1875, de cujo consórcio deixa 4 filhos. A distinta senhora faleceu, vítima de uma influenza grave, sendo seus médicos assistentes, os ilustrados clínicos Drs. Antônio de Siqueira Carneiro da Cunha, seu cunhado, Raul Azêdo, Artur Lobo Melo Gomes, Lisboa Coutinho e o Sr. Coronel Galhardo, conhecido homeopata. Era D. Olegária Gama Carneiro da Cunha um dos ornamentos da sociedade pernambucana, a cujo respeito e simpatia sempre se impôs, quer pelas suas reconhecidas qualidades de espírito quer pelos dotes excepcionais do seu coração. Mãe de família exemplar e esposa fecundada de soletas virtudes, a distinta senhora, roubada à vista tão cedo, deixa impassível vácuo ao seu lar doméstico que sempre soube encher da ternura do seu coração. (...) Há 50 anos Por ser o dia 26 de abril de 1948 uma 2ªfeira, o DP não circulou. Na edição da 3ªfeira, dia 27, publicava: Coisas da Cidade - O 1710 e o major Codeceira - Um parente do major Codeceira, exibindo o livrinho do velho estudioso da crônica pernambucana, por sinal editado em 1894, sob o consulado de Barbosa Lima 1º, dizia-me, melancólico: "O major é que tinha essa idéia encasquetada na cabeça: a prioridade de Pernambuco na pregação republicana no Brasil. De rebuscar na guerra dos Mascates o "grito" de Bernardo Vieira de Melo. "O major tinha mesmo a idéia fixa desse republicanismo, e o capitão Alexandre José Barbosa Lima, governador, republicano e florianista cem por cento, animou os impulsos do major, mandou publicar-lhe o trabalho, que aliás não se limita ao 1710, mas se estende a outras revoluções pernambucanas do século findo, e de certo modo adotou a sua tese. Deve ser por isso que o atual governador, sempre tão cioso do seu antepassado, foi para Olinda no dia 19 de abril por em brio os olindenses e induzí-los a renovar a aventura da "guerra dos Mascates", isto é arrancar a placa da avenida Guararapes, como outrora tinham derrubado o pelourinho. Somente, relendo o livrinho do major Codeceira na parte referente a 1710, não lhe encontramos nenhuma consistência. (...) -Z- (Aníbal Fernandes) |
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