Recife, Terça-Feira, 21 de Abril de 1998

Chegou a hora de festejar

Primeiro disco da banda Eddie, de Olinda, chega às lojas em junho. A produção é de Tom Soares

Michelle de Assumpção
Da equipe do DIÁRIO

São muitos os motivos que fazem de Sonic Mambo, o primeiro disco da banda Eddie, um dos melhores lançamentos do mercado fonográfico nacional, neste ano. Depois de quase dez anos de muita ralação, o grupo de Olinda, se pegar pesado na divulgação, poderá ouvir suas músicas nas melhores rádios e casas noturnas do país. Fabinho Trummer (voz e guitarra), Bernardo Chopinho (bateria), Roger Man (baixo), Fred Eremita (percussão) e Karina Burh (vocal e percussão), que saiu da banda logo após o fim das gravações, utilizaram da melhor forma os equipamentos colocados à disposição pela gravadora Roadrunner, e mandaram ver no rock and roll. Nas treze faixas do disco, o grupo apresenta uma música simples nos arranjos, melodias e letras, mas consistente, de peso, e com um objetivo bem claro: fazer dançar, festejar.

Sonic Mambo é uma mostra de como o rock pode ser vestido e renovado, seja na pegada do funk e do frevo, como em Pés a Jato e Olhando os Dentes; do reggae, o Eddie gravou Coqueiros, do Kaya na Real; bossa nova, com O Dia Passa e surfmusic, com Artu, uma música em homenagem ao amigo Tuco, morto num acidente automobilístico. Depois da ansiedade por não terem acompanhado a fase de mixagem, em Nova Iorque, o alívio pelo resultado. O produtor Tom Soares soube tirar a melhor sonoridade das percussões, baixo, bateria, guitarra e voz. Não resta dúvida de que sair do Recife para gravar nos Estados Unidos resultou num trabalho com qualidade sonora superior ao que poderia ser feito aqui.

Tom trabalhou sozinho, por uma semana, em São Paulo, mas atendeu ao pedido da banda com relação à altura dos vocais e os timbres da percussão. A voz de Fabinho, que às vezes torna-se um problema nos shows, saiu limpa e bem articulada no CD. Tom mandou, em cassete, algumas músicas mixadas para a banda opinar. Chegou a fazer até seis versões de Pedra, mas somente uma ficou no CD. Um aumento de percussão aqui, um corte na introdução ali, todos aprovaram a cópia master, que chegou semana passada no Recife. Os fãs da banda, no entanto, terão que esperar até julho para ouvir a bolachinha.


Conheça o primeiro disco da banda, faixa por faixa

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