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| (Atualizado no dia 21/4/1998) |
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Para descansar e curtir a natureza Vulkânya, cidade miniatura barroca, e o Espaço dos Dons são ótimas opções para aproveitar o feriado Lucíola dos Santos A Semana Santa e o feriadão passaram. Mas a vontade de respirar outros ares continua grande? Que tal experimentar algo diferente e agradável no próximo feriado e futuros finais de semana? Vulkânya, a 35 quilômetros de Brasília, pode ser um bom destino. Cidade em miniatura, que retrata a arte barroca brasileira dos séculos XVI ao XIX, Vulkânia é a atração principal da chácara na Comunidade Rural Casa Grande. A "cidade" foi construída pelo artista plástico mineiro Fábio Ferrer, de 33 anos, em torno da cratera de um vulcão extinto. Simboliza o ciclo do ouro no Brasil. Fábio soube resgatar na riqueza de detalhes de suas pequeninas construções a história de cidades mineiras como Ouro Preto, São João Del Rey, Mariana, Sabará, Diamantina, Congonhas do Campo, Tiradentes, em seus (quase) 500 anos de arquitetura. A pequena Ouro Preto exibe, por exemplo, a Igreja de São Francisco com todos os seus preciosos detalhes - teto pintado em ouro, o altar, a pia batismal. Detalhe: para descobrir esses encantos é preciso encostar bem o rosto na minúscula porta da Igreja. São José da Cratera de Vulkânya é o nome todo da minicidade, que foi projetada para ocupar uma área de 500 metros quadrados. Ela é dividida em Cidade Alta, Cidade Baixa, Baixa da Guanelia, Serra de São José e Morro do Periqueri, que é um mirante onde podem ser vistas, além das igrejas, "pequenas obras de Aleijadinho". Há ainda três lagos, duas cachoeiras, casarões, chafariz, mercado, becos, ladeiras, ponte. As construções maiores têm, em média, 50 cm. Para apreciar Vulkânya é preciso pagar uma taxa de visitação de R$ 2,00. "O valor cobrado é para manutenção do local", justifica a guia de turismo, Marilde Viana, responsável pela chácara e que tem 10 anos de profissão. Falante, essa matogrossense, mãe de quatro filhos, que viveu no interior de Goiás e também em Maceió (Alagoas), dá aos visitantes verdadeiras aulas sobre o barroco brasileiro - história, arte e literatura. Diel Araújo, de 9 anos, e Roquessander Dias, de 11 anos, estudantes da Escola RuralCasa Grande, que visitaram Vulkânia este mês, aprenderam a lição. "É melhor do que mexer com números", diz Diel. ESPAÇO DOS DONS A chácara oferece outros atrativos. Lugar tranqüilo, onde o canto dos passarinhos faz fundo musical, é mais do que apropriado para, por exemplo, relaxar nas redes armadas na varanda. Pode-se ainda buscar na biblioteca, organizada por Marilde, livros exotéricos, místicos, romances ou para entrar no clima rural, de agricultura e ecologia. A chácara oferece, sem custos extras, charretes para passeios nas imediações. No gramado dos fundos da casa pode-se disputar partidas de vôlei ou de futebol. Os curtidores do verde têm ainda como opção visitar a horta com seus canteiros de manjericão, hortelã, cânfora, alface, couve, tomate... (tudo politicamente correto - sem uso de agrotóxicos.) Aliás, dos ovos de codorna às verduras e legumes, tudo que é servido na chácara é produzido e cultivado ali mesmo. Mas o grande barato é o projeto que tem o nome sugestivo de Espaço dos Dons - parapromover a integração entre as pessoas através de atividades diversas como música, pintura, escultura, educação ambiental e artesanato. "É um espaço holístico-ecumênico aberto às pessoas de todas as idades, sem distinção de credo, cor, sexo e classes", define Marilde, que é também a idealizadora e coordenadora do projeto. "O Espaço foi revelado a mim através de sonhos", garante a guia. A mini-cidade nasceu da parceria entre o proprietário da chácara, Lincoln Camponez, o escultor Fábio Ferrer e Marilde. "Após a conclusão de Vulkânya, iniciaremos a construção do Parque Brasil, que visa resgatar toda a arquitetura brasileira nos seus 500 anos", sonha Marilde. "Faltam verba e boa vontade das pessoas em ajudar", emenda, lamentando. O restaurante Goianeiro completa o ponto turístico. É a própria Marilde que faz os pratos - deliciosos por sinal - que homenageiam Minas Gerais e Goiás. O cardápio oferece, por exemplo, o famoso prato mineiro galinha com quiabo, angu de milho verde, ou ainda, a galinhada goiana, jiló, tutu, empadão goiano. A equipe de Turismo provou e aprovou o Cassoulet (dobradinha francesa), acompanhado por uma salada super natural. |
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