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| (Atualizado no dia 16/4/1998) |
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Aumenta mistura de álcool na gasolina Composição deve entrar em vigor no prazo de um mês. Aprovação só depende do laudo positivo da Anfavea SÃO PAULO - O ministro da Indústria, Comércio e Turismo, José Botafogo Gonçalves, disse esta semana que, no prazo de um mês, deverá entrar em vigor a nova mistura de álcool na gasolina. O combustível passará a ter 24% de álcool, 2% a mais do que a mistura atual. Segundo ele, o ministério deve receber no máximo em duas semanas um estudo técnico da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostrando que a mistura não é prejudicial aos automóveis. O ministro participou em São Paulo da cerimônia de posse do novo presidente da Anfavea, José Carlos Pinheiro Neto e disse que a nova política para o incentivo ao proálcool será permanente e não apenas uma medida imediatista. Segundo ele, a nova mistura é o primeiro passo para o incentivo ao uso do álcool como combustível. Outra medida em estudo é o incentivo e troca de carros com mais de dez anos de uso por modelos novos movidos a álcool com preços reduzidos por conta da redução de impostos. O programa de renovação da frota ainda não temprazo definido para ser colocado em prática, mas Botafogo acredita que isso dever ocorrer até o final do ano. Durante a cerimônia, o ministro ressaltou ainda a importância do setor automobilístico na política de exportação do país. "O regime automotivo brasileiro representa um ponto importante nas negociações com os mercados internacionais. O setor representa um poder de barganha muito grande nas negociações do governo com a comunidade internacional". Em seu discurso de posse, Pinheiro Neto ressaltou que o setor pretende garantir uma participação fundamental na meta governamental de alcançar US$ 100 bilhões de divisas com exportação neste ano. A indústria automobilística prevê para este ano exportações de US$ 6 bilhões, um crescimento de 20% em relação ao ano passado. O ministro interino da Fazenda, Pedro Parente, afirmou em seu discurso que o sistema tributário atual é incompatível com a abertura econômica e defendeu uma reforma abrangente para garantir a estabilidade e o crescimento sustentável da economia. |
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