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| (Atualizado no dia 16/4/1998) |
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Ranger mostra força Jorge Moraes Grade frontal cromada e saliente, faróis com piscas horizontais, estilo agressivo, joven. A Ranger americana está nas ruas do Recife. Reestilizada há sete meses nos Estados Unidos, a picape média da Ford desfila com três tipos de motorização, um a diesel e dois à gasolina. O top de linha esbanja força, motor 4.0 litros, seis cilindros dispostos em V e 162 cavalos de potência. Preço final sugerido é de R$ 25.400 versão básica e R$ 32 mil a mais luxuosa. Espaço interno da cabine é agradável, conforto disponível até encontrar trechos de estrada com buracos em excesso. Nesse momento, a picape balança muito. Se o período da buraqueira for longo, a situação gera desconforto. No painel, os instrumentos estão bem posicionados, a peça dispõe de tomada auxiliar para o cabo alimentador do celular. No volante há apenas um braço de comandos múltiplos do lado esquerdo. A haste dispensa que o motorista tire as mãos da direção para acionar limpador de pára-brisas por exemplo. Air-bag para motorista e passageiro, volante ajustável, trio elétrico (vidros, retrovisores e trava com acionamento eletrônico). CD player opcional fazem parte do leque de ofertas da montadora no produto. Para dar ânimo ao silencioso motor, uma transmissão obediente de carcaça de alumínio, denominada MSOD-R1. O câmbio faz jus ao conjunto, possui engates precisos e a alavanca está bem localizada. Sem esforço, o condutor troca de marcha. O consumo na cidade, segundo a Ford, é de 7,9 km/l contra 11,8 km/l nas rodovias. Na pista de testes, a velocidade final se aproximou da indicada na ficha técnica, 168 km/h. Alcançamos a casa dos 160 km/h. O torque máximo acontece aos 4.800 rpm. A suspensão na prova de estabilidade deu conta do recado, apesar da picape sair um pouco de traseira, algumas vezes, em curvas fechadas quando a picape sai um pouco de traseira. Na frente, a formação é independente com barras de torção, amortecedores à gás e barra estabilizadora. Na traseir, o sistema utiliza eixo motriz semiflutuante e molas semihelípticas de dois estágios, amortecedores à gás e barra estabilizadora. A distância entreeixos é de 2.831 mm. Pé na tábua e não precisa exigir muito da Ranger. O desempenho do V6 surpreende logo no toque da ignição. Basta virar a chave (para retirá-la é necessário desativar a trava ao lado do contato) e perceber no ronco do propulsor a força bruta que se esconde dentro da usina de força do utilitário. Dirigi-lo em baixa rotação requer paciência, o condutor fica com gosto de acelerar mais, porém deve conter os impulsos e não fugir das regras impostas pelo Código de Trânsito Brasileiro. CABINE DUPLA A Ford decidiu lançar, no mês que vem, a Ranger V6 com tração nas quatro rodas, por enquanto a versão oferecida é 4X2. A cabine dupla também é outra promessa que chega às lojas. A 4X4 V6 terá caçamba de sete pés, ou seja, 5.075 mm. A atual tem seis pés, 4.763 mm. |
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