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| (Atualizado no dia 16/4/1998) |
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Vontade de ter um conversível José Henrique Figueiredo Sou um alucinado por automóveis. E tenho de ser porque há tempo que passo boa parte de meu tempo lidando com este negócio. Sou daqueles que gosta de tudo o que diz respeito à área automotiva. Sem falar que também gosto de tudo relacionado à tecnologia mecânica e oficina. Agora, quanto aos carros em especial, já tive muitos, me considero um homem bastante satisfeito nesta área. Meu primeiro veículo foi um Karmanguia TC, que ganhei em 71 do meu pai. Era branco e muito esportivo para a época. Um carro muito cobiçado. Depois, passei para um Fuscão. Em seguida, comprei um Dodge Changer LS. Tinha oito cilindros, era do ano 74/75, verde esmeralda. Demais. Na época, eu já fazia estágio, tinha minha própria receita e pude equipá-lo como queria. Coloquei pneus esportivos, mais largos. Também instalei um som bom. O automóvel realmente chamava a atenção das pessoas nas ruas. Daí, pulei para um Passat, um automóvel comum. Também tive dois Santanas, uns oito Tempras, que variavam de acordo com a cor e a quantidade decilindros. Hoje, tenho um Neon, automático, quatro portas, branco. É um modelo fantástico. Outro que já tive, só para não esquecer, foi um Alfa. Mas, não escondo que minha paixão mesmo foi pelo Dodge. Era um carro brutal. Reforçou a idéia de que a quantidade de cilindros influi muito no desempenho final. Acho que não tenho um sonho de consumo na área de carros. Tenho vontade de ter um Stratus conversível, mas nada que me tire o sono. Isso porque, no Brasil, os carros conversíveis ainda são encarados como coisa de novo rico, as pessoas não encaram numa boa. Chamam muito a atenção. Lá fora, este modelo é encarado com naturalidade e a gente observa que existem muitos nas ruas. Mas, quem sabe, um dia terei um. Comigo é diferente. Um carro não me chama atenção somente pela aparência. No primeiro momento vejo como um critério importante de escolha o conjunto todo: desempenho, porque gosto muito de motor possante, a linha do modelo, acabamento, o design. A cor no automóvel também é fundamental na hora de fazera escolha. Na minha opinião, por exemplo, os modelos menores ficam melhor com tons mais claros e os grandes, com os escuros. Outro ponto que observo enquanto consumidor é a evolução da indústria automotiva nacional. Nossos carros estão evoluindo muito, já têm um bom nível de segurança. Eu, por exemplo, só compro carros com air-bags e freios ABS. Mas confesso que, como não sou uma pessoa que viaja muito, sou urbano, não considero tão importante este item nos meus veículos. Sou muito cauteloso, ando sempre devagar. Também não sou cuidadoso em excesso. Só tenho os cuidados necessários. Mesmo não sendo um motorista que vive para cuidar do carro, não tenho dificuldades na hora que quero me desfazer deles. São sempre muito bem conservados, já que eu rodo pouco e troco com muita freqüência. Na verdade, são um filé. Empresário |
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