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| Recife, Terça-Feira, 21 de Abril de 1998 |
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Segurança adia exumação A Secretaria de Segurança Pública adiou a decisão de exumar todos os corpos enterrados nos cemitérios clandestinos espalhados pelas cidades de Ouricuri, Petrolina e Inajá. Depois da denúncia feita pelo DIÁRIO sobre subnotificação da mortalidade com a falta de registros nos 90 cemitérios ilegais, a Secretaria manifestou-se prometendo a identificação, exumação e transferência. Agora, segundo informações do Secretário de Segurança Pública Carlos Correia, elas vão depender da necessidade. Foram pedidos relatórios para os delegados do interior, que investigarão os sepultamentos para identificar se há ou não indicação de ocultação de cadáver. Nestes cemitérios não existe nenhum registro das pessoas enterradas. Algumas tentativas de acompanhamento já foram feitas, mas em vão. Nome, idade, sexo, causa da morte e outras informações sobre os corpos não existem para consulta ou pesquisa. Alguns dados podem até ser conseguidos através de conversas com moradores próximos ao local do enterro ou com famílias das vítimas. Nada é oficial. O diretor geral de polícia da SSP Valdir Macedo informa que dos pedidos de relatórios solicitados a todas as regionais do Sertão, até agora, um só foi enviado. O delegado Miguel Alves Feitosa, da 12ªDelegacia Regional de Polícia, sediada em Floresta, que cobre o município de Inajá, enviou resposta à Secretaria dando um indicativo sobre os enterros sem atestados. A opinião partiu de conversas com o diretor do hospital local Manoel Barros Primo. Segundo hipóteses baseadas na experiência do médico, a maioria deles deve ser de crianças que morreram por desnutrição e pertencentes a famílias sem condição alguma para conseguir atestado de óbito e cemitério com registro. |
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