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| Recife, Terça-Feira, 21 de Abril de 1998 |
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Depoimentos Dom Miguel Cavalcanti, da Arquidiocese de Olinda e Recife: A corrupção está em toda parte. Compete ao governo fiscalizar porque isto é uma irreverência aos mortos. Um sacrilégio que não se pode admitir. Sei que isto não é coisa nova. Não conheço nenhum caso, mas soube que funcionários vendiam ossos para institutos de medicina. Esse pessoal trabalha por conta própria, sem fiscalização. Fiscalizar compete ao governo. Maria Quitéria de Melo, aposentada: Não acredito que estejam fazendo isto. Venho aqui todos os meses há cinco anos, visitar o túmulo do meu filho. Conheço a maioria dos funcionários daqui. Esse tipo de denúncia acontece nessa época de política, para botar os outros para trás. Já ouvi falar que vem gente para fumar maconha no cemitério, mas tirar os ossos para vender, nunca. Reginaldo Cavalcanti, taxista: Tenho minha sogra enterrada aqui há três anos, venho sempre fazer a manutenção do túmulo. Hoje é o dia do enterro do meu sogro e esta é a primeira vez que ouvi falar nesse tipo de comércio. Se eu soubesse que venderam ossosde algum parente meu, colocaria na justiça. Sou católico praticante e totalmente contra esse abuso. |
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