Recife, Terça-Feira, 21 de Abril de 1998

União na comunidade

Os atos de vandalismo, roubo e furto registrados nas escolas de Pernambuco não vão ser resolvidos, apenas, com a contratação de mais vigias ou a implantação de sistemas de segurança. A solução pode estar na articulação entre a comunidade e a escola. A opinião é da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Teresa Leitão. "Ninguém melhor que a comunidade pode olhar e proteger a escola", destacou.

PROFESSORES

Os registros de violência nas escolas está provocando interferências no equilíbrio emocional dos professores. O rendimento está caindo e, como conseqüência, a qualidade no ensino. "A escola ideal tem que ter uma estrutura física adequada, deve ser agradável e convidativa à participação de todos. Ela tem que ter um projeto pedagógico articulado com a comunidade. Também é preciso ampliar o quadro de funcionários - professores e servidores - para que ninguém fique sobrecarregado", explicou Teresa.

VIOLÊNCIA

Ela acredita que os problemas enfrentados pelas instituições de ensino do estado são resultado da violência social que está nas ruas, provocados por uma sociedade desrespeitosa. "Como é que o governo do estado vai conseguir conter a violência, em níveis tão elevados, com apenas 700 ou 800 pessoas", questionou. Por várias vezes, para tentar conter o problema nas escolas, Teresa incluiu na pauta de reivindicações da categoria uma política de segurança. Só assim, a integridade dos professores, alunos e patrimônio seriam protegidos. "Até hoje, não conseguimos nada", lembrou.

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