Recife, Terça-Feira, 21 de Abril de 1998

Pernambuco é vítima

Quem não está nada satisfeita com o resultado da pesquisa da CNTE é a secretária estadual de Educação, Silke Weber. Segundo ela, Pernambuco não é líder em violência nas escolas, mas vítima do problema. Silke não reconheceu os números do trabalho realizado pela Universidade de Brasília (UnB), mas admite não conhecer o levantamento na íntegra.

Sem revelar quanto o governo de Pernambuco gasta, anualmente, na segurança das escolas, ela afirma que em 1995, o estado ampliou em 25% os investimentos em vigilância interna das instituições de ensino. "A partir de então, o orçamento tem sido o mesmo".

DESPROTEGIDAS

De acordo com Silke, até onde ela leu, a pesquisa é incompleta e não é nova. Existem muitos trabalhos feitos sobre o assunto nas universidades de Pernambuco. Ela também acredita que as escolas do estado não se encontram tão desprotegidas. "Das 1.150 escolas públicas, cerca de 700 tem cobertura. A segurança está sendo feita por mais de 300 guardas patrimoniais da Polícia Militar (PM), 300 seguranças de uma empresa terceirizadas e mais 300 vigias, que são funcionários dos colégios", justificou.

INTERVENÇÃO

As cerca de 400 escolas que não estão sendo atendidas pela Secretaria são unidades pequenas, sem problemas e que não estão precisando da intervenção do estado. Segundo Silke, a prioridade é proporcionar segurança às escolas com mais de mil alunos. A grande maioria está localizada na Região Metropolitana do Recife e centros urbanos como Petrolina e Caruaru.

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