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| (Atualizado no dia 17/4/1998) |
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Arcoverde mostra a cultura indígena A cidade promove, até amanhã, um evento para lembrar o dia 19 de abril O dia 19 de abril deixou de ser mais uma data comemorativa em Arcoverde. Entidades se uniram e organizaram a Semana Nacional do Povos Indígenas, para resgatar a cultura e história dos primeiros habitantes do País. O evento, que segue até amanhã, acontece no Museu do Índio do Nordeste (Mine), na biblioteca pública e no Cine Rio Branco e é realizado pela prefeitura municipal em parceria com mais de dez instituições ligadas a este movimento. A Semana acontece durante todo o dia. Enquanto na biblioteca e no cine são exibidos filmes sobre a temática, no museu são realizadas mostras sobre história e artefatos feitos por índios do Estado. Em frente ao museu, alunos da Escola Carlos Rios apresentam painel de fotos tiradas na visita feita às tribos e feira de artesanatos. Amanhã pela manhã, haverá exibição de filmes. À tarde, serão promovidos debates,e à noite, apresentações culturais. Segundo o diretor do departamento de Cultura da Prefeitura de Arcoverde, Joselito Arcanjo, o evento tem como objetivo mostrar a realidade dos povos indígenas pernambucanos e conseguir apoio de entidades que garantam, através de um convênio, a manutenção e permanência do museu, que é o único de Pernambuco e o segundo do País a realizar este trabalho de resgate."A intenção é que ele não sirva apenas para guardar coisa velha", completa. Joselito diz que a idéia de montar este encontro surgiu depois de uma visita feita por alunos da Escola Carlos Rios a tribos do Estado, onde ficaram sensibilizados com a situação de fome e miséria por que passam os índios, que têm como base econômica a agricultura. Depois disso, o Núcleo de Apoio aos Povos Indígenas de Pernambuco - formado por um representante da Dere Regional, um da prefeitura, alunos da Escola Carlos Rios e artistas organizaram o encontro. Segundo o último censo realizado pela Funai, Pernambuco é a quarta população indígena do Brasil, com cerca de 20 mil índios, habitando sete comunidades no Estado. São elas: Xucuru (população com maior número de índios do Estado), localizado em Pesqueira; Fulni-ô, em Águas Belas; Truká, em Cabrobó; Atikum, em Carnaubeira da Penha; Kambiwá, em Ibimirim (distrito de Inajá); Campinawá, em Buíque e Pankararu (com segunda maior população), entre Tacaratu, Petrolândia e Jatobá. Muitos deles ainda guardam em sua memória rituais e costumes, que foram passados de geração a geração. Outros, assimilaram os hábitos "brancos" e perderam, quase que por completo, suas tradições. |
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