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| (Atualizado no dia 17/4/1998) |
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Lugar de jovem é no colégio de formação agrotécnica Cresce o interesse dos adolescentes do Interior em estudar como internos nos colégios agrotécnicos de formação profissional, cujo ensino é dirigido de acordo com a realidade da sua região. A procura aumenta mas nem sempre há vagas para todos Cláudio Castanha Eles chegam de todas as regiões do Nordeste para estudar, em regime de internato e semi-internato, na Escola Agrotécnica Federal de Vitória de Santo Antão, uma fazenda de 124 hectares de área na zona rural de transição Mata Seca e Agreste, com quatro açudes, duas estações de tratamento de água, criação de animais, campos de produção agrícola, unidades agroindustriais e industriais, distante 45 quilômetros do Recife. São meninos e meninas na faixa dos 14 aos 18 anos de idade que trocaram o ensino tradicional do segundo grau pelos cursos técnicos de profissionalização em agropecuária, economia doméstica e agroindústria. Com o princípio básico de "aprender a fazer e fazer para aprender", a Escola Fazenda mantém em seus quadros um contingente de 450 alunos, que além das matérias do currículo tradicional - Português, História, Geografia, Ciências, Biologia, Física, Química, Matemática e Inglês - aprendem e praticam de agricultura em geral, zootecnia, agroindústria, desenho técnico, artes, computação e cooperativismo. ESTRUTURA A escola possui 20 mil metros de área construída, dispondo de 17 salas de aula, alojamentos, refeitório, ginásio de esportes, bibliotecas, equipamentos de informática e diversos laboratórios para que os alunos desenvolvam as atividades numa autêntica fazenda. No campo, cocheiras, apriscos, pocilgas, galinheiros e instalações para criação de coelhos, codornas, produção de alevinos, além de sementeiras para produção de mudas, campos experimentais de pastagens e de lavouras de milho, feijão, hortaliças e folhagens compõem o quadro da escola fazenda. Na área agroindustrial, a Escola Agrotécnica de Vitória mantém unidades de produção de queijo e manteiga, abatedouros e frigoríficos para corte e estocagem de carne, produção de defumados e conservas, beneficiamento de polpa de frutas e fabricação de sorvetes e casa de farinha. Todo sistema é administrados pelos alunos, com o recurso de informática. A produção é destinada à manutenção da escola e o excedente é comercializado com a população da região ,através de uma Cooperativa Escola. Os alunos são orientados para atuarem como agentes de transformação do meio rural, como afirma o seu diretor, professor Giovani Carício Caldas. PRODUÇÃO A escola é mantida com verbas federais, repassadas através da Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Sentec) do MEC, através do secretário executivo Rui Berger. Para manter o estabelecimento funcionando dentro da filosofia de empresa privada, a direção da escola conta com o apoio do Programa de Extensão do Ensino Técnico (Proepe), recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da parceria de empresas estatais e particulares. "A escola oferece treinamento e capacitação de mão-de-obra para empresas privadas e realiza convênios com instituições públicas, a exemplo da Prefeitura de Vitória de Santo Antão, na produção de mudas e projetos de arborização das vias públicas. Qualquer empresa privada pode se habilitar a, através de parcerias, a treinar seus funcionários na Escola Agrotécnica Federal de Vitória. |
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