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| Recife, Terça-Feira, 21 de Abril de 1998 |
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Palavras fortes e saúde frágil SÃO PAULO - A saúde frágil de Sérgio Motta marcou sua passagem pelo governo tanto quanto seu estilo verbal agressivo. Um dia antes de assumir o Ministério das Comunicações, no dia 31 de dezembro de 1994, Motta foi internado, com fortes dores lombares, no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. O diretor do Hospital, Aloysio Campos da Paz, prescreveu-lhe analgésicos, liberou-o para a posse, mas obrigou-o a passar algumas noites dormindo no hospital. Deu-lhe um conselho: precisava emagrecer. Motta, à época, estava com 120 quilos. Motta sofria de diabetes e hipertensão. Ele sofreu duas cirurgias ao longo do mandato de seu amigo Fernando Henrique Cardoso. Na mais simples, extirpou o apêndice, tomado por um tumor benigno. Na outra, recebeu quatro pontes no coração. Na tarde de dia 18 de setembro de 1995, Sérgio Motta passou mal quando estava a caminho do Hospital Albert Einstein, onde ia tratar uma ferida na perna. O médico de varizes que o atendeu, Ricardo Aun, descobriu que ele estava tendo um enfarte naquele momento. Motta passou mais de um mês no hospital, de onde saiu com três pontes de safena e uma mamária. Em outubro de 1996, sofreu uma nova internação, agora por problemas pulmonares. Passou duas semanas internado. Foi quando se soube que ele sofria de uma doença grave, cuja primeira manifestação mantivera o ministro numa UTI durante 17 dias em 1991. Naquela ocasião, ele fora acometido por uma infecção causada pela bactéria Legionella pneumophila, que se reproduz em sistemas de ar condicionado. |
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