Recife, Terça-Feira, 21 de Abril de 1998

Duas mil pessoas no adeus a Motta

SÃO PAULO - Duas mil pessoas foram ao Cemitério Municipal do Campo Grande no final da tarde de ontem para acompanhar o enterro do ministro das Comunicações, Sérgio Motta, segundo números fornecidos pela Polícia Militar. O cortejo percorreu os 14,6 quilômetros entre a Assembléia Legislativa e o cemitério em menos de meia hora, cruzando avenidas pouco movimentadas de vários bairros da Zona Sul da cidade.

O caixão chegou ao cemitério às 16h50, escoltado por cadetes da Academia Militar do Barro Branco. A cerimônia durou 40 minutos e o corpo foi sepultado às 17h07 no túmulo 95, quadra 22, onde estão enterrados o pai do ministro, José Vieira da Motta, e um tio, Mauro Vieira da Motta.

A cerimônia foi conduzida por dom Luciano Mendes de Almeida, arcebispo de Mariana (MG) e ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Durante a hora que permaneceram no cemitério, a viúva do ministro, Wilma, e as filhas do casal, Renata, Juliana e Fernanda, foram amparadas pelo ministro da Saúde, José Serra.Serra chorou quando o caixão baixou ao túmulo e deixou o cemitério evitando dar entrevistas.

Um forte esquema de segurança foi montado para evitar tumultos e impedir a aproximação de populares. Cerca de 300 homens da polícias Civil e Militar foram mobilizados. O presidente Fernando Henrique Cardoso não foi ao enterro, que teve honras militares, mas foi representado pelo vice, Marco Maciel. "Sérgio Motta foi um dos grandes articuladores do governo e nos deixa um grande exemplo de vida que deve ser continuado", disse Maciel. Antes de o caixão descer ao túmulo, o puxador de sambas-enredo Tobias da Vai-Vai cantou o samba As Rosas Não Falam, de Cartola.

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