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| Recife, Terça-Feira, 21 de Abril de 1998 |
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Emoção na hora da despedida SÃO PAULO - O presidente Fernando Henrique Cardoso emocionou-se ao se despedir do amigo Sérgio Motta. Enquanto ouvia o culto ecumênico celebrado no velório, na Assembléia Legislativa de São Paulo, ele levou o lenço ao rosto duas vezes para enxugar as lágrimas. Ficou o tempo todo ao lado da viúva, Wilma Motta. Ajudou a colocar a tampa no caixão e tomou a iniciativa de pegar a primeira alça, levando o esquife até o caminhão do Corpo de Bombeiros, lado a lado com o governador Mário Covas. A imagem que se seguiu simbolizou o luto em que mergulharam o governo e o tucanato com a morte de Sérgio Motta. Ajudaram a carregar o caixão o filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, o ministro da Saúde, José Serra, e o ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho. Os senadores Antônio Carlos Magalhães e Romeu Tuma, além do ministro da Administração, Luiz Carlos Bresser Pereira, acompanharam o féretro logo atrás. Fernando Henrique demonstrou, ontem, como o presidente da República não é dono de sua agenda. Permaneceu menos de duas horas em São Paulo e não acompanhou o cortejo até o cemitério e o enterro. Voltou para Brasília, para cumprir a programação de embarque para a Espanha, na noite de ontem. Às 14h20, dois aviões da Força Aérea Brasileira aterrissaram no Aeroporto de Congonhas, trazendo o presidente, a primeira-dama, Ruth Cardoso, e vários membros do governo federal. Vinte minutos depois, a comitiva saiu em direção à Assembléia Legislativa do Estado, onde chegou pouco antes das 15h. O presidente entrou no prédio pela garagem e não falou à Imprensa. |
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