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Teresa Maia Na semana que vem, cento e vinte crianças e adolescentes dos bairros de Rio Doce e Salgadinho, em Olinda, voltam a tomar aulas de percussão com Naná Vasconcelos |
Uma sede para o Mangue
O projeto do percussionista Naná Vasconcelos está funcionando de forma precária
Michelle de Assumpção Da equipe do DIÁRIO
Cinco anos se passaram desde que o percussionista Naná Vasconcelos chegou ao Recife, de Nova Iorque, com um projeto simples e viável debaixo do braço. A idéia seria repassar seus conhecimentos musicais à crianças pobres e sem acesso à educação, através de oficinas periódicas de percussão. O programa foi bem vindo, mas sua viabilização embolou-se na morosidade dos governantes, nos olhos fechados da iniciativa privada. O governo da Bahia, estado onde o percussionista é bastante respeitado, pareceu que iria tomar uma postura favorável. A prometida casa no Pelourinho, no entanto, até hoje não ficou pronta. "Agora estou desestimulado. Se fosse para qualquer grupo de axé, já teria sido entregue", reclama Naná.

João Alberto
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